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quarta-feira, agosto 31, 2005

Peças de um harakiri político

(Harakiri é um suicídio cometido em público, para resgatar uma dívida)
As palavras exactas do Poeta nao terão sido estas, mas estou a resumir de cor:

-"Vim aqui para denunciar o estado geral em que se encontra o País".
-"Muitas vezes, interesses particulares obscuros se sobrepõem ao interesse geral".
-"Para acabar com isto, e restabelecer a confiança dos cidadãos nas instituições, manifestei publicamente a minha disponibilidade para me candidatar a Presidente da República".
-"Pois não acredito que uma candidatura saída dos aparelhos partidários possa satisfazer este desígnio nacional".
-...
-"Como há interesses do Partido Socialista que se sobrepõem ao interesse geral do País e eu sou do Partido Socialista, retiro imediatamente a minha candidatura".
-"Note-se porém que o faço contra a minha vontade, e que esta foi uma decisão que tomei com muita dificuldade."

Espero que o Poeta tenha melhor sorte, pois nao sei, Manuel, com que cara te vais apresentar da próxima vez que quiseres desempenhar um papel político relevante neste País.

Já agora, as eternas falácias dos respeitosos comentadores políticos (são os que temos, paciência):

-"Qualquer sondagem demonstraria que Mário Soares é um candidato melhor colocado que Manuel Alegre".

Confronte-se esta sublime exibicão de lógica aristotélica com este facto da história recente:

Em 1986, Mário Soares partiu para as eleições Presidenciais com 8% das intenções de voto. Ganhou a Freitas do Amaral na segunda volta.

Decididamente, precisamos de homens com mais do que jeito para fazer versos...


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