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quinta-feira, maio 25, 2006

Donald Knuth na primeira pessoa

...Donald Knuth - "Ver mais em http://scpd.stanford.edu/knuth/




“I have always liked the concept of universities as they were in Ancient Greece, where folks who had something cool to say would just come and say it. It wasn’t about recognition; the impetus was the thought that you were resonating with ideas.”

sábado, maio 20, 2006

Um tiro no pé

Passados trinta anos depois de terem congelado as rendas, o estado descobre agora que no mesmo acto em que congelou as rendas, foram congeladas as contribuições autárquicas.
Não lhe ficava nada mal limitar-se a admitir humildemente que errou, mesmo que atirasse as culpas para o governo que estava de serviço na altura, e sobretudo limitar-se a fazer uma coisa tão simples como, admitido o erro, apagar a lei e entregar o seu a seu dono, cada qual com as suas competências.
Em vez disso, e à boa maneira portuguesa no seu pior, toca de atirar as culpas da degradação do parque habitacional para cima dos senhorios, e passar à velha táctica de "curar a ferida do cão com o pelo do mesmo cão", ou seja, entre senhorios e inquilinos, eles que se entendam acerca da melhor maneira de actualizar o valor patrimonial para efeitos do IMI (imposto municipal sobre imóveis).
Porque não é de outra coisa senão disto que se trata, o estado nunca quis nem quer saber da degradação do parque habitacional, a única coisa que quer é que os valores patrimoniais sejam actualizados, de maneira a recuperar as receitas que lhe permitam dizer à europa que resolveu o problema do défice.

quarta-feira, maio 17, 2006

Sobre os Direitos do Homem



Já Afonso Lopes Vieira sentia a necessidade do contacto com a Natureza,
coisa cada vez mais longínqua nos dias de hoje, especialmente nas cidades que vão sendo construídas com a principal preocupação de "fazer dinheiro" para quem tem o poder na mão.

Em rotadosescritores.org podemos saber um pouco mais sobre a sua vida e acção.

Vejamos o que ele diz no poema:


As flores e a horta

Nos Direitos do Homem, quanto a mim,
faz uma falta enorme que não venha
que toda a humana criatura tenha
direito a ter um jardim!

Este jardim é apenas um cantinho,
como convém;
mas as coisas do rude jardinzinho
criam-se bem.

Temos cravos vermelhos a cantar
com rubra voz,
que perfuma, com a côr e o cheiro, o ar
em roda de nós.

Temos os girassóis, que todo o dia
olham de frente
o Sol, e ensinam, simples, a alegria,
heroicamente.

Temos as sardinheiras, - raparigas
filhas do povo,
que vão prá festa com seu lenço novo
e a rir cantigas.

Temos as rosas bravas, linda flor
do meu amor;
e as doces moreninhas dos poetas:
as violetas.

Entre a beleza pródiga das cores
e dos perfumes,
florescem essas outras verdes flores:
os legumes.

As couves, com seu ventre meigo e ledo
são tão belas!
(E houve tempo em que os poetas
tinham medo
de falar de elas...)

Enfim todo ele é apenas um cantinho,
como convém;
mas as coisas do rude jardinzinho
criam-se bem.

Dá-nos as flores e a horta e, ao fim do dia
sentimo-lo sorrir e respirar...
E a mim dá-me a ilusão de essa alegria
de lidar com a terra - e de a cavar!

Canções do Vento e do Sol
1911

sábado, maio 06, 2006

À minha MÃE - 7 de Maio

....Serra da Estrela - 1951 - "Silêncio e amor"- de Raúl Reprezas

Do teu ventre me tiveste,
No teu colo me embalaste,
Meus filhos sempre amparaste
Hoje, meus netos adoras.
Como explicar o que me deste?
Como agradecer o que me passaste?
Sim, porque já são horas
De te mimar,
De por ti me deixar levar.
Na minha rebeldia passada
Vê o desejo de mudança,
Rápida e permanente,
Dos jovens de todo o sempre
Que, face à mãe amada,
Arriscam a insegurança.
Agora precisas do meu amparo
E eu, do teu carinho,
Pois cada vez mais me é caro
Que me indiques o caminho.


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