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quinta-feira, setembro 28, 2006

Jim Puzzanghera - Uma ciencia estranha

WASHINGTON - Para os engenheiros do Sillicon Valley, os mecanismos da política constituem uma ciencia estranha onde deparam com os seus planos de aumento da competitividade esbarrarem contra uma parede de argumentos aparentemente cegos sobre impostos e imigração ilegal.

O presidente Bush revelou a chamada Iniciativa para a Competitividade Americana durante o dircurso do Estado da União em Janeiro. No entanto, desde essa data o plano ambicioso com apoio dos dois principais partidos ficou paralisado pela política eleitoral deste ano.

Esta iniciativa é uma prioridade máxima para os gestores das empresas high-tech, alarmados pela explosão de engenheiros e cientistas formados na China e na Índia. Depois de pressionarem desde 2004 por uma legislação que ajude os Estados Unidos a manterem o predomínio tecnológico, os gestores convenceram-se que o caminho estava finalmente aberto este ano.

"Estes dirigentes não são rapazes de Washington (Washington guys), e, nas suas cabeças, quando toda a gente concorda que que algo é necessário ... não percebem porque as decisões tardam tanto", disse Bruce Mehlam, director executivo do Conselho de Administradores Tecnológicos, uma associação civil de nove administradores de topo da indústria high-tech.

.......

Uma proposta para aumentar o número de vistos de entrada destinados a trabalhadores estrangeiros especializados ficou suspensa por apoiantes do congelamento da imigração ilegal. A legislação para renovar e expandir impostos destinados a financiar projectos de investigação e desenvolvimento foi adiada este Verão, quando os dirigentes republicanos a incluíram num plano de contenção para reduzir os impostos.

Os gestores pensaram que o pacote de medidas sería aprovado em meses, não anos, e avisaram que os Estado Unidos se arriscam a ficar para trás na economia global a menos que o Congresso actue rapidamente.

"Apreciamos o vasto compromisso bipartidário e bi-camarário ... mas acreditamos que o tempo para as palavras passou", escreveu o Conselho de Administradores aos dirigentes do Congresso. "É tempo de agir".

Ler o artigo original em inglês em Los Angeles Times ( Sep 28, 2006)

segunda-feira, setembro 25, 2006

Guy Dinmore - A CIA "recusou-se a operar" prisões secretas

Este mês a Administração Bush teve que esvaziar as suas prisões secretas e transferir os suspeitos de terrorismo para o centro de detenção militar de Guantânamo em parte porque os interrogadores da CIA se recusaram a prosseguir os interrogatórios e gerir instalações secretas, segundo antigos oficiais da CIA e pessoas próximas do programa.

Antigos oficiais disseram que a recusa dos interrogadores seviram para pressionar a Administração Bush a agir mais cedo do que desejaría.

Quando o Sr Bush anunciou a suspensão do programa de prisões secretas num discurso anterior ao quinto aniversário do ataque terrorista de 11 de Setembro, alguns analistas pensaram que ele estava a tirar partido do momento para influenciar as eleições intercalares do Congresso em Novembro.

A Administração justificou publicamente a sua decisão pelas dúvidas envolvendo as técnicas de interrogatório que se consideram admissíveis, na sequência da decisão de Junho do Supremo Tribunal segundo a qual todos os suspeitos de terrorismo detidos se encontravam globalmente abrangidos pelo Artigo 3º das Convenções de Genebra.

Mas antigos oficiais da CIA disseram que a decisão do Sr Bush foi imposta porque os interrogadores se recusaram a continuar o seu trabalho até que a situação legal fosse clarificada, pois estão com medo de seram acusados de usar tecnicas ilegais. Uma fonte da agência disse também que a CIA se tinha recusado a manter as prisões secretas.

Oficiais superiores e o próprio Bush estiveram próximos de admitir isso ao afirmarem que os interrogadores estão à espera de um esclarecimento legal. Mas nenhum oficial chegou a confirmar directamente quando é que o programa será desactivado.

......

Ler o artigo completo em inglês no Financial Times de 25/09/2006.

terça-feira, setembro 19, 2006

No centenário do nascimento de Rómulo de Carvalho

Não resisto em reproduzir outro poema deste nosso Mestre por o considerar ainda muito actual, embora a Calçada de Carriche tenha, hoje, outras características.

Calçada de Carriche

Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe
sobe a calçada.

Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas,
não dá por nada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu da sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada;
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce a calçada,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.



Luísa fugiu...
No fim-de-semana foi repensar a sua vida, sentir o Sol e a brisa marítima.
Mas o pouco dinheiro que tinha apenas lhe permitiu comprar o bilhete de regresso ...


segunda-feira, setembro 11, 2006

Maria de Lurdes Rodrigues versus Aristóteles


"Os professores serão avaliados e haverá, no máximo, cinco (?) professores com classificação de BOM por escola".



Ora aqui está uma bela prosa pré-aristotélica. O pensador grego ensinou-nos a cuidar do rigor dos conceitos - ou categorias - como a melhor defesa para evitarmos as falácias. Eis que, quase dois mil e quatrocentos anos depois, e em plena revolução contra a iliteracia, o nosso Ministério da Educação recupera maravilhosamente o nível de estruturação dos conhecimentos desses recuados tempos...

Aplicando o enunciado deste Ministério segundo o método de Aristóteles a um campo diferente, o dos Jogos Olímpicos, diríamos com igual razão: que só haverá, no máximo três concorrentes aos saltos em altura que passarão por cima da fasquia dos dois metros (o equivalente a um BOM salto). Ou três atletas da corrida de cem metros que ultrapassarão a marca dos dez segundos. E por aí fora. Brilhante. De que estaremos a falar? Do mérito individual dos atletas ou do número de lugares no pódio?

O mínimo de objectividade exigível a um avaliador é o de não conhecer o resultado de antemão. E qualquer falha nos critérios objectivos da avaliação só favorece os critérios subjectivos.
Este problema não se colocaría se, em vez de avaliação, estivéssemos a falar em designação, como já foi prática corrente em tempos não muito afastados. Os nossos representantes eleitos, libertando-se do espartilho do significado das palavras e confundindo poder de decretar com poder descricionário sobre a Língua Portuguesa, vêm dar nova vida aos fénix do passado. Até onde vai a cobardia! Poderiam, ao menos, usar a palavra certa. Não seríam mais simpáticos, mas pelo menos mais dignos de respeito.

Quanto aos professores, mais uma vez: - Paciência! Ainda não será desta que os cuidados de isenção que colocam na avaliação dos seus alunos venham a ser replicados na sua própria avaliação. Mª de Lurdes dixit.

domingo, setembro 10, 2006

15 de Setembro de 1765 - nascimento de Bocage

"Liberdade, onde estás? Quem te demora?"

http://ferrao.org/musica/8%20-%20Lua%20cheia%20-%20Jorge%20Ferrao.mp3



http://purl.pt/1276/1/

http://www.jfss.pt/content/index.php?action=detailFo&rec=1215


Nestes dois últimos endereços podemos entreter-nos com o que foi e representou Bocage.
De espírito crítico, ávido de justiça, de experiências, de sensibilidade extrema, pode dizer-se que tem actualidade, ou que continua a ter actualidade, a sua frontalidade e irreverência, face aos desmandos dos actuais poderes, em todo o mundo. Senão leia-se , do poeta, a sua:

Epístola a Marília

Pavorosa ilusão de Eternidade,
Terror dos vivos, cárcere dos mortos;
D'almas vãs sonho vão, chamado inferno;
Sistema de política opressora,
Freio que a mão dos déspotas, dos bonzos
Forjou para a boçal credulidade;
Dogma funesto, que o remorso arraigas
Nos ternos corações, e a paz lhe arrancas:
Dogma funesto, detestável crença,
Que envenena delícias inocentes!
Tais como aquelas que o céu fingem:
Fúrias, Cerastes, Dragos, Centimanos,
Perpétua escuridão, perpétua chama,
Incompatíveis produções do engano,
Do sempiterno horror horrível quadro,
(Só terrível aos olhos da ignorância)
Não, não me assombram tuas negras cores,
Dos homens o pincel, e a mão conheço:
Trema de ouvir sacrílego ameaço
Quem d'um Deus quando quer faz um tirano:
Trema a superstição; lágrimas, preces,
Votos, suspiros arquejando espalhe,
Coza as faces co'a terra, os peitos fira,
Vergonhosa piedade, inútil vênia
Espere às plantas de impostor sagrado,
Que ora os infernos abre, ora os ferrolha:
Que às leis, que às propensões da natureza
Eternas, imutáveis, necessária,
Chama espantosos, voluntários crimes;
Que as vidas paixões que em si fomenta,
Aborrece no mais, nos mais fulmina:
Que molesto jejum roaz cilico
Com despótica voz à carne arbitra,
E, nos ares lançando a fútil bênção,
Vai do grã tribunal desenfadar-se
Em sórdido prazer, venais delícias,
Escândalo de Amor, que dá, não vende.
II
Oh Deus, não opressor, não vingativo,
Não vibrando com a destra o raio ardente
Contra o suave instinto que nos deste;
Não carrancudo, ríspido, arrojando
Sobre os mortais a rígida sentença,
A punição cruel, que execede o crime,
Até na opinião do cego escravo,
Que te adora, te incensa, e crê que és duro!
Monstros de vis paixões, danados peitos
Regidos pelo sôfrego interesse
(Alto, impassivo númen!) te atribuem
A cólera, a vingança, os vícios todos
Negros enxames, que lhes fervem n'alma!
Quer sanhudo, ministro dos altares
Dourar o horror das bárbaras cruezas,
Cobrir com véu compacto, e venerando
A atroz satisfação de antigos ódios,
Que a mira põem no estrago da inocência,
(. . .)
Ei-lo, cheio de um Deus, tão mau como ele,
Ei-lo citando os hórridos exemplos
Em que aterrada observe a fantasia
Um Deus algoz, a vítima o seu povo:
( . . .)
Ah! Bárbaro impostor, monstro sedento
De crimes, de ais, de lágrimas, de estragos,
Serena o frenesi, reprime as garras,
E a torrente de horrores, que derramas,
Para fundar o império dos tiranos,
Para deixar-lhe o feio, o duro exemplo
De oprimir seus iguais com férreo jugo.
Não profanes, sacrílego, não manches
Da eterna divindade o nome augusto!
Esse, de quem te ostentas tão válido,
É Deus de teu furor, Deus do teu gênio,
Deus criado por ti, Deus necessário
Aos tiranos da terra, aos que te imitam,
E àqueles, que não crêem que Deus existe.
(. . .)

que ajudou à sua prisão em 1797.
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Manuel Maria du Bocage nasceu à data indicada, faz 241 anos. Em Setúbal. Filho do jurista José Luís Barbosa e de Mariana Lestoff du Bocage. Aos 18 anos alistou-se na Marinha e, depois de feito o seu tirocínio, embarcou para Goa, na qualidade de oficial. Seguiu a bordo da nau "Nossa Senhora da Vida, Santo António e Madalena" - que nome comprido - em 1786.
Parece ter passado pelo Rio de Janeiro onde terá impressionado a sociedade aristocrática local.

Chegado à Índia passou mal com o clima altamente insalubre, com a vaidade e a estreiteza cultural que observou. Descontente retratou várias situações em alguns sonetos de carácter satírico, o que não ajudou à sua adaptação.

Acabou por desertar, após ter sido nomeado segundo tenente para Damão, partindo para outros locais como Índia, China e Macau, nomeadamente.

Regressado a Lisboa, em 1790, ingressa na boémia da cidade o que não o impediu de frequentar cafés onde se bebia a Revolução Francesa. Aí satirizou a sociedade portuguesa, estagnada, desbaratando, segundo dizem alguns, o seu imenso talento.

Publicou o seu primeiro tomo de rimas, em 1791, seguindo-se mais dois em 1798 e 1804, enquanto aderia à "Nova Arcádia".

Na sequência de uma rusga policial, 1797, foi preso por estar na posse de panfletos apologistas da revolução francesa e por por ter também um poema erótico e político - "Pavorosa Ilusão da Eternidade" também conhecido por "Epístola a Marília".

Acusado de crime de lesa-majestade, foi encarcerado no Limoeiro. Movidas influências, como hoje, claro, foi entregue à Inquisição, instituição que, entretanto já não possuía o poder discricionário anterior.

Em 1798, foi entregue por Pina Manique, Intendente Geral das polícias, ao Convento de S. Bento e, mais tarde, ao Hospício das Necessidades, para ser "REEDUCADO". Naquele ano foi finalmente libertado.

Em 1800, iniciou o seu trabalho de tradutor para a Tipografia Calcográfica do Arco do Cego, superiormente dirigida pelo cientista Padre José Mariano Veloso, recebendo12.800 réis mensais.

Com apenas 40 anos, depois de uma vida de angústias, prazeres, sofrimentos, paixões, devassa e desprezo pelo próprio ser físico, em 1805, no despontar do séc XIX, desistiu de viver, tendo a literatura portuguesa perdido um dos seus mais lídimos poetas - uma personalidade plural que, para muitas gerações, incarnou o símbolo da irreverência, da frontalidade, da luta contra o despotismo e de um humanismo integral e paradigmático.


quarta-feira, setembro 06, 2006

Isidor Isaac Rabin nasceu há 108 anos...

www.nobelprize.org

... a 29 de Julho de 1898. Norteamericano, foi galardoado com o Prémio Nobel da Física , em 1944, por ter inventado, em 1937, o método de ressonância magnética para a observação de espectros atómicos.
Faleceu a 11 de Janeiro de 1988.

Observou ele:
"A Ciência é uma aventura de toda a raça humana para aprender a viver e talvez a amar o Universo onde se encontra.
Ser uma parte dele é compreender, é conhecer-se a si próprio,
é começar a sentir que existe dentro do homem uma capacidade muito superior à que ele pensava ter e uma quantidade infinita de possibilidades humanas."


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