"; PlayWin.document.write(winContent); PlayWin.document.close(); // "Finalizes" new window // UniqueID = UniqueID + 1 // newWinOffset = newWinOffset + 20 // subsequent pop-ups will be this many pixels lower }

domingo, abril 29, 2007

O regresso do Estado Corporativo?


Durante dezenas de anos anteriores ao 25 de Abril o Estado foi apresentado aos portugueses como uma entidade promotora do interesse geral da sociedade, em posição de permanente superioridade face a todos os interesses particulares. A existência de interesses não gerais na sociedade era reconhecida e mesmo consagrada na Constituição, apelidados de interesses corporativos. Em tese, a constituição de uma Câmara Corporativa, uma entidade mediadora com vocação e poder para fazer prevalecer o interesse geral em todas as circunstâncias, era suficiente para impedir que o desenvolvimento dos conflitos sociais pusesse alguma vez em causa a estabilidade orgânica do póprio Estado.
É preciso dizer que, como teoria política, esta tese é um retrocesso em relação às teses já defendidas no século XIX, que não reconheciam ao Estado o estatuto de entidade acima de todas as classes sociais, mas mero instrumento de dominação de umas classes sobre outras. Na sua prática política, esta outra visão sempre foi defendida pelo Partido Comunista Português, embora estas questões teóricas só chegassem com nitidez a uma minoria da população com acesso aos textos clandestinos.
O Estado Novo de Salazar e Caetano usou da impunidade que um forte aparelho repressivo lhe garantia para tentar impedir que defensores de interpretações sociais diversas da sua chegassem ao conhecimento geral, mas não só. Justificado ideológicamente pela defesa do interesse comum, mantinha os sindicatos em posição subalterna e se, por acaso, o diálogo na Câmara Corporativa não lhe corria de feição e os trabalhadores partissem para uma greve, impunha a destituição da direcção sindical eleita e sua substituição por comissões administrativas. Para a sociedade em geral, estes episódios eram simples aplicações dos mecanismos de prevalência do Estado de Direito face ao egoismo e cegueira dos interesses particulares.
Hoje em dia, os novos intelectuais voltam a polarizar-se nesta questão. O social-democrata Pacheco Pereira insurge-se contra a acusação que é feita aos sindicatos de se limitarem a defender os seus interesses corporativos. Afirma que esse é o seu direito, que esse direito está consagrado e é legítimo.
Muito mais curioso é o ponto da trajectória em que se encontra Vital Moreira. Vindo de um lado menos esperado, este faz o que pode para recuperar o papel do Estado acima de todas as classes. O que nos leva a pensar que os trinta e três anos de nova república não foram suficientes para remover os quarenta e oito anos de intoxicação ideológica impune.

Etiquetas: , ,

A opção de Jaynes

Etiquetas: , , ,

sexta-feira, abril 27, 2007

Quem controla Sócrates?



Com a devida vénia ao "Gato Fedorento"

Etiquetas:

Geração de Abril

A nova geração (Susana, Jorge) quer saber como foi.

Hoje, os ministros de "esquerda" de Portugal
Alinham com subserviência
Perante o todo-poderoso Bill Gates.
Em Portugal, o ministro dos negócios estrangeiros
Vocifera pelo bombardeamento do Irão

Os bancos prosperam acima dos dois dígitos
A privatização esmaga os serviços públicos

Mas Portugal não foi sempre assim
Por aqui passou uma Revolução a sério
Daquelas que acontecem
Uma vez em muitos séculos

Talvez no fim compreendam,
Porque Paulo Portas extinguiu
O serviço militar obrigatório




Um cheirinho a alecrim...

Para se ser democrata
Não era preciso gravata
(Nem fato azul regimental)

Todos os dias eram diferentes.
O público nunca leu tanto
Os jornais faziam segundas tiragens.

Os que se haviam acomodado,
Não se mostravam, fugiam.
Atrás deles, desamparados,
Fugiam os donos do Império.

No pavilhão americano das Lages
O primeiro ministro,
Não usava libré.
Tampouco segurava o chapéu
Ao presidente dos EUA

Fátima foi esquecida
Futebóis ficaram para trás
E os fadistas
Cederam aos trovadores

O nosso primeiro ministro
Falava antes de Mitterand
E de Willy Brant

Informando que a base das Lages
Era imprópria para
O bombardeamento da Líbia.

A organização norte-americana
Que havia fomentado
O banho de sangue no Chile
Para cá enviou como embaixador
Um seu destacado agente

O senhor embaixador
Só clandestinamente reunia
Com demagogos e provocadores
E com quem havia aceite
Fazer parte do governo
Para contra ele conspirar

Ninguém vinha cá procurar
Minúsculos serviçais
Desfilando alinhados
E rendidos a Bill Gates

Vinham cá conhecer
Um exemplo mundial da coragem
Portugal rejubilava
Com a vitória do Vietname

Os olhos brilhavam
As mulheres falavam
Sem olhar para o chão

Para selar a esperança,
Nasceram muitos bébés
Vós, a geração de Abril.

Etiquetas:

Um sonho de Uxia


Galiza aqui tão perto...

Etiquetas: , ,

quinta-feira, abril 26, 2007

Vai um mamão madurinho?



Directamente de Cabinda, por atenção do Duarte Barracas, com um aspecto que quase nos leva a esquecer que são apenas virtuais.

Etiquetas:

Caixa Geral de Depósitos



A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a enviar aos seus clientes mais modestos uma circular que deveria fazer corar de vergonha os administradores - principescamente pagos - daquela instituição bancária. A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em «oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço/qualidade em toda a gama de prestação de serviços», incluindo no que respeita «a despesas de manutenção nas contas à ordem». As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo parágrafo sobre «racionalização e eficiência da gestão de contas», o «estimado/a cliente» é confrontado com a informação de que, para «continuar a usufruir da isenção da comissão de despesas de manutenção», terá de ter em cada trimestre um «saldo médio superior a EUR1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras» associadas à respectiva conta. Ora sucede que muitas contas da CGD, designadamente de pensionistas e reformados, são abertas por imposição legal. É o caso de um reformado por invalidez e quase septuagenário, que sobrevive com uma pensão de EUR243,45 - que para ter direito ao piedoso subsídio diário de EUR 7,57 (sete euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social para receber a reforma.

Como se compreende, casos como este - e muitos são os portugueses que vivem abaixo ou no limiar da pobreza - não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar «despesas de manutenção» de uma conta que foram constrangidos a abrir para acolher a sua miséria. O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucros fabulosos e que aposenta os seus administradores, mesmo quando efémeros, com «obscenas» pensões (para citar Bagão Félix), a vir exigir a quem mal consegue sobreviver que contribua para engordar os seus lautos proventos. É sem dúvida uma situação ridícula e vergonhosa, como lhe chama o nosso leitor, mas as palavras sabem a pouco quando se trata de denunciar tamanha indignidade. Esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos servem sob a capa da democracia, em que até a esmola paga taxa. Sem respeito pela dignidade humana e sem qualquer resquício de decência, com o único objectivo de acumular mais e mais lucros, eis os administradores de sucesso .

Medita e divulga . . .

Cidadania é fazê-lo, é demonstrar esta pouca vergonha que nos atira para a miserabilidade social.

Recebido por email da Ana.

Etiquetas:

quarta-feira, abril 25, 2007

25 de Abril



Som: 5ª Divisão, reencontrado graças à Moriae em A Sinistra Ministra.

Etiquetas:

25 de Abril de 1874 - Marconi




Guglielmo Marconi nasceu exactamente 100 anos antes do 25 de Abril de 1974. Não fora ele e talvez a senha utilizada nesse dia, transmitida no Rádio Clube Português,- Grândola Vila Morena - não tivesse sido passada e a história teria seguido outro rumo, os meios de comunicaçao utilizados teriam sido outros.

É engraçada a vida!

Marconi nasceu em Bolonha, filho de Giuseppe Marconi e Annie Jameson. Teve uma educação cuidada interessando-se cedo pela Física e,neste campo, pela electrónica. Quando tomou conhecimento das experiências de Hertz, que provou que os campos eléctricos e magnéticos se podiam propagar através do ar sob a forma de ondas, imaginou que essas ondas poderiam ser usadas para transmitir informação.

Em 1835 construiu um emissor e um receptor que, ligados a uma pequena antena,conseguiram transmitir ondas de rádio a pequena distância.

Mais tarde transmitiu sinais a distâncias superiores a 1,6 km. Depois de muitas demostrações criou a Wireless Telegraph and Signal Company Limited que, em 1900, passou a chamar-se Marconi's Wireless Telegraph Company Limited.

A partir daí temos as seguintes etapas significativas:

1897 - demonstrou a possibilidade de comunicar a uma distância de 4 km.
1899 - realizou a primeira comunicação de uma costa para outra do Canal da Mancha.
1899 - realizou uma comunicação de radiotelegrafia de 300 km.
1901 - provou a possibilidade de transmissão de T.S.F. através do Atlântico.
1902 - transmitiu a 1ª mensagem radiotelegráfica entre o Canadá e a Inglaterra.
1909 - graças à T.S.F. salvaram-se passageiros do paquete Republic.
1912 - do mesmo modo foram salvos alguns passageiros do Titanic que também se afundou.
1924 - foi transmitida, pela 1ª vez a voz humana por meio da radiofonia entre Inglaterra e Austrália.
Recebeu o Prémio Nobel da Física em 1909.

Faleceu a 20 de Julho de 1937 e nesse dia todas as estações de rádio lhe prestaram homenagem calando-se por dois longos minutos.

Etiquetas: ,

terça-feira, abril 24, 2007

24 de Abril de 1974


É um dia muito parecido com todos os outros. O Instituto Superior Técnico está transformado numa praça forte. Polícias fora e dentro do recinto vigiam os movimentos dos estudantes e professores. Desde Novembro do ano passado que a entrada se faz mediante a apresentação de um documento de identificação; este cartão não foi concedido a cerca de setenta estudantes. Há poucos dias, a solução Técnico foi alargada a Económicas.
Desde há alguns meses que o espectro da incorporação e embarque para a guerra na Guiné paira sobre vários colegas. Passa-me pela cabeça a oportunidade da emigração: uma irmã já está em Bruxelas. O Partido Comunista Português encoraja os que desejam opor-se ao regime a permanecer em Portugal e aceitar a incorporação. Vou-me deixando ficar, mas acho estranho que não me tenham chamado ainda.
Para aguentar as despesas, dou aulas na Emídio Navarro e na Anselmo de Andrade em Almada e, às segundas-feiras, escrutino bilhetes dos apostadores do Totobola ali ao alto do elevador da Glória: estas são as minhas ocupações.
O nascimento do primeiro filho está previsto para Junho.
Há um mês que vejo sempre a mesma figura no outro lado da rua quando saio de manhã para Almada e quando chego a casa ao fim da tarde. Confesso que há visões mais agradáveis. O homem nem sequer disfarça ou muda de sítio.
Hoje, quando o autocarro de regresso a Lisboa passou sobre a ponte Salazar, pude ver um navio militar americano. Os jornais dão notícia da presença da esquadra da NATO em Lisboa. Algures nas docas de Alcântara, alguém pichou, não com piche, mas com spray: OTAN GO HOME. Achei curiosa a mensagem, pela mistura de línguas. Que dirão os militares americanos, para quem era impossível não ver o que lá estava escrito? Portugal é um país engraçado, alvitrei. Mas que fazem esses militares em Portugal? - interroguei-me.

Etiquetas:

segunda-feira, abril 23, 2007

Quando os fantasmas vencem



A adolescência e o início da idade adulta é um período da vida intrinsecamente instável, diria mesmo, vertiginoso. A diversificação de relações sociais dentro e, principalmente, fora da família ajudam, de algum modo, a segurar um rumo de vida pode ser satisfatório para o próprio e para os que o rodeiam. Mas não há por onde fugir à aguda sensação de isolamento e creio que, ao menos uma vez na vida, a ideia do suicídio passa por todos. Quase sempre as forças internas se sobrepõem e acabamos por registar que os fantasmas não são tão avassaladores como os estimámos; que os nossos receios não são apenas nossos; e que há mais coisas interessantes à espera na nossa contribuição. O conhecimento do outro, como algo que não é essencialmente diferente de nós, acaba por vencer no termo deste processo de amadurecimento.
Este desenlace, sendo regra, tem excepções. Foi o triste caso do estudante sul-coreano Seung-Hui Cho da Universidade de Virgínia. Venceram os fantasmas, mas estes tiveram ajudas:
  • Excesso de confiança dos responsáveis académicos nas virtudes dos psicotrópicos.
  • Subvalorização da gravidade da situação já detectada por professores e alunos, por receio de má publicidade para a instituição.

Etiquetas: ,

sexta-feira, abril 20, 2007

Felizmente há chuva!



Oiço estas bátegas de água no telhado e sinto-me vivificada, leve, feliz, relaxada!
Não consigo compreender como há gente,( que eu sou gente também!), que se exaspera porque a chuva lhe estragou o penteado, ou porque o dia nasceu cinzento!
Num país de tanto Sol, tão necessitado de água, isto é uma benção, não sei se dos céus se das próprias núvens.
As plantas ressequidas agradecem, de certeza, este tempo, e nós agradecemos às plantas o oxigénio que elas exalam. Sem ele não existimos!
As imagens dos objectos que me circundam transpiram humidade, vejo o vapor de água a subir, a retornar à atmosfera, e isso deixa-me contente. Depois, há a quebra da rotina e nós precisamos de quebrar rotinas para não empedrenirmos, num país que não troveja quase, em que se aceita o inaceitável, em que a pequena corrupção, o pecadilho, começa por baixo, em que se diz: "como é possível?" e não se mexe uma palha para mudar nada. Venham os relâmpagos, os trovões, os pingos grandes e pequenos de água, o granizo, seja o que for, mas oiça-se outra música que é esta que estou a ouvir!...

Etiquetas:

terça-feira, abril 17, 2007

João Barradas

Etiquetas: ,

Tudo bons rapazes



Segundo Zé Pedro Gomes, João Tilly e Kaos

Etiquetas:

domingo, abril 15, 2007

Quais Novas Oportunidades?

Por “Novas Oprtunidades” entende-se o slogan encontrado pelo governo para escoar o que falta de apoios estruturais da União Europeia. Na sua base está o reconhecimento de que as habilitações necessárias para o crescimento económico em Portugal seriam ainda insuficientes. Ao governo cabe a gestão destes recursos significativos, que serão certamente os últimos. Era desejável que fossem aplicados com critério; que não se repetissem tristes episódios do passado em acções semelhantes; que todos pudéssemos confiar na capacidade dos nossos políticos organizarem as numerosas etapas intermédias que se impõem para garantir bons resultados no final do período; levantar a estrutura de inspecção dotada de profissionais habilitados, que existem no país; acompanhar o desenvolvimento da aplicação de cada euro que se gastar; intervir precocemente ao detectar desvios motivados por incompetência; criar um quadro legal dissuasivo para os numerosos aventureiros da praça; elevar o nível de exigência para a admissão de monitores; avaliar com cuidado as condições de acesso aos cursos; definir o conjunto de provas conducentes à certificação; impôr prazos de execução…
Pois bem, eu não tenho confiança suficiente na capacidade deste governo em levar a cabo este empreendimento. E não é só porque o seu chefe é capaz de exibir documentos falsificados em seu favor. É também porque ele poróprio se demitiu de honrar as suas palavras; também porque não possui qualquer espécie de experiência de gestão válida; porque é capaz de proferir insultos à generalidade dos professores (não simples instrutores de ocasião); porque é incapaz de dialogar.
Mais, sinto que a aversão à mentira não é apanágio da esquerda nem da direita: sería ridiculamente simples. Mas se José Sócrates procurou refúgio no terreno do fogo cruzado, não tem que se queixar. Tanto entre os que se reclamam de esquerda como de direita, as águas estão divididas. Dando uma mão ao aflito José Sócrates estão Mariano Gago, Durão Barroso, Cavaco Silva, Dias Loureiro. Tudo gente que, aos meus olhos, deixou cair a ombridade intelectual e o respeito pelos seus conterrâneos, para tentarem emprestar idoneidade a quem não cuida de se respeitar a si próprio. Ser chamado de mesquinho por não alinhar nestes subterfúgios é daquelas manchas morais que, parafraseando Frederico E., eu carrego com prazer. E espero bem que em Portugal o demissionismo intelectual que nos coibe de nos revoltarmos contra maus exemplos exibidos pelos máximos responsáveis políticos não se transforme em regra de bem-pensar.

Etiquetas: ,

sábado, abril 14, 2007

Certidão de habilitações


(clicar na imagem para ver melhor)



Certidão examinada por Braganza mothers em 14 de Abril de 2007

Etiquetas: ,

quinta-feira, abril 12, 2007

O narcisismo de Sócrates



Ouvi ontem o nosso bem-falante primeiro ministro, com ar de coitadinho, de quem tem que se defender destes portugueses que o acusam de várias fraudes ao longo do seu percurso académico. Tudo bem.
A mim não me interessa se ele é ou não engenheiro, quero sim, poder dizer que à frente do nosso país está uma pessoa íntegra,impoluta. E concluí que ele nem sequer teve a humildade de dizer que, embora já não se lembrasse de ter preenchido os papéis para o Parlamento, enquanto deputado, realmente não percebia por que razão o fez duas vezes e contraditoriamente.

Poderia ter dito, por exemplo, que, era jovem na altura e a sua vaidade o terá levado a isso.E que pedia desculpa! Mas não o fez, pelo que continua arrogante e vaidoso.

Arrogante, porque se considera um modelo a seguir pelos outros coitados que devem seguir o seu exemplo,estudando, melhorando os seus conhecimentos, para merecerem ser pagos pelo erário público!

Vaidoso, porque diz que fez sempre tudo bem , que se esforçou e está a ser acusado injustamente!

Disse, ainda, que é prática comum uma pessoa inscrever-se numa Faculdade sem trazer o certificado de habilitações...

-Ó Sr. Sócrates, eu também mudei de Faculdade, certo dia, e levei comigo o meu certificado, sem o qual não me deixavam inscrever. Está a brincar connosco?

Isto é que é grave, estarmos a ser tratados como atrasados mentais não o sendo.

Pelo que concluo que já detectei mais um xico-esperto no nosso Portugal dos Coitadinhos!

terça-feira, abril 10, 2007

Ao Luar



Para os amantes da fotografia, uma colecção de olhares surpreendentes em Artur Ferrão.

Etiquetas: ,

segunda-feira, abril 09, 2007

O nosso lixo espacial

Foto retirada da revista da National Geographic (Abril 2007)


Eu, habituada a ver fotos do nosso Planeta Azul lindas, fiquei um pouco espantada ao ver esta simulação.


Claro que sei do lixo que vamos largando lá por cima, claro que sei que, se ele entrar na atmosfera, arderá por fricção com o ar e não irá cair nas nossas cabeças! Mas não gostei de ver esta imagem e faz-me lembrar as nossas ruas pejadas de presentes caninos e nós a andar por entre eles, evitando-os.


Do mesmo modo, para evitar colisões catastróficas - uma simples lata de tinta a flutuar em órbita a cerca de 17.500 km/h pode perfurar a janela de um vaivém espacial - já existe um Departamento, na Defesa dos E.U.A., a monotorizar pedaços de lixo com mais de 5 cm.


Há vários satélites desactivados que por lá andam também, para além de parafusos e porcas perdidos.
Por exemplo, o Vanguard I, lançado a 17 de Março de 1958 - o mais antigo objecto em órbita feito pelo Homem - voará durante séculos, em redor da Terra, se não o recuperarem.


Também o Syncom 3, lançado a 19 de Agosto de 1964, o primeiro satélite geoestacionário, por lá anda, desactivado.


O mesmo acontece com o primeiro satélite francês, Astérix I, lançado a 26 de Novembro de 1965.


Penso que qualquer dia construirão um camião do lixo lá para cima, semelhante aos que andam cá por baixo, mas que não precisará de ter horário nocturno...

Etiquetas:

domingo, abril 08, 2007

Latitude e distância meridiana


Em que latitude estamos, conhecendo apenas a nossa distância ao Equador? A primeira resposta a esta pergunta foi dada por um polinómio. Verificou-se que apresentava uma convergência fraca. A segunda resposta é uma série de Fourier, que já não tinha o problema da convergência, mas é computacionalmente pesada. O volume Rectificação do Meridiano da Projecção de Gauß-Krüger foi actualizado com uma nova expressão mais ligeira, baseada no polinómios de Tchebitchev, com ganhos de tempo de processamento e sem sacrifício da precisão.

Etiquetas:

sexta-feira, abril 06, 2007

A Primavera e o seu esplendor

(Clique na imagem para ampliar)
Estava frio, muito frio, corremos para não quebrar...
- Mas que raio, este Inverno!
Na correria passámos por estas rosas- jacarandá e lembrámo-nos que afinal estava a ficar quente, ou deveria estar a aquecer, pois aquela beleza só era possível com o desabrochar da Primavera!

Tal visão lembrou-me as plantações de algodão, a perder de vista, numa brancura desmedida, debaixo de um Sol abrasador, anos atrás em África, e essa recordação aqueceu-me a alma, deu para abrandar e fixar esta imagem que aqui partilho convosco.

Foi em Castelo de Vide - a Sintra do Alentejo, assim nomeada por D. Pedro V.

Etiquetas:

Luta pela sobrevivência

As células bacterianas têm em seu redor uma "rede" de peptidoglicanos (especialmente as bactérias gram positivas já que as gram negativas têm ainda outra parede á volta): Cadeias formam pontes cruzadas entre si formando uma rede que impede a passagem de moléculas.

Não sei se sabiam (eu pelo menos não sabia), mas as nossas lágrimas, entre outras secreções, contêm uma substância chamada lisosima que hidroliza - corta - as ligações entre os compostos dessas cadeias (ligações beta-1,4). Ou seja, agora mesmo é muito provável que estejam a destruir a protecção de bactérias gram + que se encontrem no vosso olho.

Ataques e defesas entre nós e os microorganismos (sejam eles naturais ou fabricados) há muitos, mas eu queria contar a história de um antibiótico muito conhecido: a PENICILINA.

A penicilina imita a estrutura de um dímero D-Alanina-D-Alanina que uma enzima, a transpeptidase, reconhece, corta liga a outra cadeia para formar uma ponte cruzada.
A transpeptidase liga-se á penicilina, tenta cortá-la, não consegue e fica ligada a ela e torna-se indisponível para a formação de pontes cruzadas: as bactérias ficam indefesas e morrem muito rapidamente.

Algumas bactérias, no entanto, têm uma defesa: uma enzima, a beta-lactamase, que destroi o anel beta-lactâmico da penicilina (c'est l'arroseur arrosé!).

A luta não acaba aí, contra essas bactérias resistentes fez-se um fármaco que imita o anel beta-lactâmico e inibe a beta-lactamase (que inibia a penicilina que inibia a transpeptidase - até parece a história da formiga...)

What's next?

O olhar de uma criança

"Olha-me rindo uma criança
E na minha alma madruga.
Tenho razão, tenho esperança
Tenho o que nunca me basta.

Bem sei. Tudo isto é um sorriso
Que é nem sequer sorriso meu.
Mas para meu não o preciso
Basta ser de quem mo deu.

Breve momento em que um olhar
Sorriu ao certo para mim...
És a memória de um lugar,
Onde já fui feliz assim."


Poesias Inéditas de Fernando Pessoa

Etiquetas: ,


hits: