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segunda-feira, junho 30, 2008

Alemanha - Parabéns à Espanha

ViewO desapontamento na Alemanha ao perder a final do Euro 2008 deu lugar, na segunda-feira, à admiração pela superioridade da Espanha e à esperança de que o treinador Joachim Loew consiga elevar o nível de desempenho da equipa até ao Campeonato Mundial de 2010.

Os meios de difusão alemães, os comentadores e até o treinador foram unânimes na segunda-feira, 30 de Junho, em admitir que a Espanha foi tecnicamente superior e mereceu largamente o título de campeão do Euro 2008 e também que a sua forma de jogar mostrou aos alemães que há ainda um longo caminho a percorrer.

"Penso que devemos hoje reconhecer a grande superioridade da equipa espanhola," afirmou o treinador Joachim Loew após a derrota por 1 a 0 face à Espanha. "Que (esta derrota) nos encoraje a prosseguir o trabalho nos próximos dois anos e melhorar alguns aspectos... de modo a fazermos nessa altura algo semelhante."

"Posse de bola e passes à primeira são a chave do futebol. Tem que ser feito rapidamente e sob pressão. A Espanha mostrou-nos que domina isso muito bem", afirmou Loew.

Ganhou a melhor equipa


Também os jornais alemães encheram de elogios a Espanha, acentuando que bateu a Alemanha em todos os pontos.

"Os artistas espanhóis não se deixaram confundir", escreveu o Sueddeutsche Zeitung, baseado em Munique. "Depois de um bom início, a Alemanha perdeu-se pelo caminho".

"Desfizeram-se os sonhos pelo título", escreveu o Hamburger Morgenpost. "Após 60 minutos de futebol sonolento e vários problemas defensivos, a equipa despertou demasiado tarde. Graças a Lehmann, pois podia ter sido bem pior."

O analista de futebol mais conhecido da televisão alamã, Guenter Netzer, disse à saida que no domingo venceu a melhor equipa.

"Parabéns à Espanha, mas também tiro o chapéu à Alemanha só por ter chegado à final", Disse Netzer, que ajudou a Alemanha ocidental a ganhar o campeonato em 1972.

"É um grande feito para a equipa. Ao longo de todo o campeonato, a Espanha foi a melhor equipa. Mostrou-nos quanto limitados fomos, mostrou-nos como se joga futebol. Mostrou-nos que temos ainda muito a melhorar."

Os alemães começaram bem, com Miroslav Klose a perder uma oportunidade gloriosa logo aos quatro minutos, mas a Espanha cedo recuperou o controlo do jogo e Fernando Torres colocou-a na dianteira aos 33 minutos.

A Alemanha teve as suas chances na segunda parte mas a Espanha continuou perigosa e susteve os nervos para alcançar a vitória do campeonato com o 1-0.

Um erro que vale por muitos


A Alemanha chegou ao Euro 2008 com muita ambição mas não conseguiu impressionar, à parte a exibição superior de 3-2 contra Portugal nos quartos de final.

A equipa foi ultrapassada pela astúcia da Croácia ao ser derrotada por 2-1 e jogou pior que a Turquia durante quase todo o jogo da semi-final, tendo sido salva por 3-2 graças à sua conhecida combatividade.

O capitão Michael Ballack marcou dois golos, mas não conseguiu impor a sua autoridade à equipa ao desclassificar-se pela décima vez na sua carreira. Quanto ao resto, apenas rasgos de genialidade de Lukas Podolski e de Bastian Schweinsteiger.

"É sempre frustante chegar à final e perder", disse Ballack no domingo, acrescentando que "um ou dois erros foram demasiados."

No domingo, os alemães desajeitaram-se demasiado com a bola, o jogo ficou marcado por passes falhados e lapsos da defesa - uma fragilidade que os adversários, tecnicamente superiores, aproveitaram implacavelmente.

Também o jogador do meio-campo Thomas Hitzlsperger confirmou que a derrota se deveu à falta de precisão do seu lado.

"Quando erras nestas coisas, sofres o castigo. Os espanhóis eram tão bons, que não podias consentir-te qualquer erro", disse Hitzlsperger. "Fizémos demasiados e foi por isso que perdemos".

Adeptos esmagados


A derrota foi sentida com angústia por milhões de adeptos alemães, ávidos de celebrar o triunfo da sua equipa no domingo à noite. A colocação da Espanha à frente por Fernando Torres aos 33 minutos silenciou os mais de 600 mil adeptos que enchiam as zonas públicas de exibição próximas da Porta de Brandeburg em Berlim.

O domínio completo do jogo pela Espanha a partir do meio tempo da segunda parte até ao apito final foi lamentado com admiração.

Não houve tumultos após o jogo, tendo a polícia de Berlim e de outras cidades esclarecido que os adeptos se retiraram pacificamente.

Muitos abandonaram esses locais ainda antes do apito, receosos do congestionamento do trânsito de regresso a casa, já que nada havia a celebrar com a entrega da taça ao capitão espanhol Iker Casillas em vez de Ballack.

Além dos 600 mil espectadores de rua em Berlim, 70 mil assistiram ao jogo em Munique, Franckfurt registou 50 mil e Hamburgo 42 mil.

Deutsche Weller staff (sp) in Germany to Learn From Euro Mistakes for Future Success
publicado por Deutshe Weller a 30 de Junho de 2008

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Recordando Tito Puente

O Verão está quente e convida ao "Mi ritmo".

O interprete



O compositor


Ao contrário do que parece, não é um compasso quaternário. É um compasso binário m u i to c a l m o (Jorge Ferrão).

Oye como va
Mi ritmo
Bueno pa gozar
Mulata

Latin Jazz


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sexta-feira, junho 27, 2008

S Wang & S Aamodt - O teu cérebro mente-te

Hipocampo

Convições falsas há por todo o lado. Uma sondagem mostrou que dezoito porcento dos americanos pensam que o Sol gira à volta da Terra. Um pouco menos egrégia, outra sondagem mostrou que 10 porcento dos nós estão convencidos que Barack Obama, um cristão, é muçulmano. A campanha de Obama criou um sítio na internet para remover as falsas informações. Porém, este esforço poderá ser maior do que parece, dadas as subtilezas com que o nosso cérebro armazena as informações - e nos induz em erro a cada passo.

O cérebro não se limita a captar e empilhar a informação, como faz o disco duro de um computador. Os factos são inicialmente memorizados no hipocampo, uma estrutura bem imersa no interior do cérebro, com a forma e dimensão aproximada de um dedo mindinho encolhido. Mas a informação não permanece aí. De cada vez que a relembramos, o nosso cérebro volta a reescrevê-la e durante o rearmazenamento ela é também processada. No devido tempo, o facto é gradualmente transferido para o cortex cerebral e desprendido do contexto inicial com que foi percebido. Por exemplo, podemos lembrar-nos que a capital da Califórnia é Sacramento, mas talvez não nos lembremos de onde aprendemos isso.

Este fenómeno, conhecido como amnésia da fonte, pode também levar a que alguém se esqueça se uma afirmação é verdadeira. Mesmo quando uma mentira é acompanhada de um desmentido, acontece muitas vezes ser recordada mais tarde como uma verdade.

Com o passar do tempo, estes lapsos só pioram. Uma afirmação falsa produzida por uma fonte não-credível, que não é aceite inicialmente, pode ganhar credibilidade nos meses que decorrem de reprocessamento da memória desde a breve memorização no hipocampo até ao armazenamento a longo prazo no cortex cerebral. À medida que a fonte é esquecida, a mensagem e as suas implicações ganham novo vigor. Assim se pode compreender como, por exemplo, demorou algumas semanas até que a campanha movida pelo Swift Boat Veterans for Truth contra o senador John Kerry começasse a ter efeitos nos resultados das sondagens.

Mesmo que não compreendam os mecanismos da neurociência subjacentes à amnésia da fonte, os estrategas da campanha podem explorá-la para difundir desinformações. Sabem que, se as suas mensagens forem inicialmente chocantes, a impressão que provocam persistirá muito tempo depois de terem sido desmontadas. Ao repetir uma falsidade, sempre se poderá reforçá-la, introduzindo-a com uma expressão do tipo "Penso ter ouvido alguém dizer que..." ou mesmo mencionando uma fonte determinada.

Num dos estudos, um grupo de estudantes de Stanford foi exposto repetidamente a uma alegação sem fundamento de que a Coca-Cola era um forte dissolvente de tinta, desencadeado por um sítio Web. Os estudantes que leram esta afirmação cinco vezes excederam em um terço aqueles que leram apenas duas vezes na atribuição dessa alegação ao Relatório do Consumidor (em vez da auto-intitulada National Enquire do sítio Web), emprestando com isso um esboço de credibilidade ao boato.

Reforçando a nossa tendência inata para fundir a informações que relembramos está o modo como o nosso cérebro ajusta factos em estruturas mentais previamente estabelecidas. Tendemos a lembrar-nos de notícias que concordam com a nossa forma de ver o mundo e desvalorizar afirmações que contradizem essa mundivisão.

Noutro estudo de Stanford, a um grupo de 48 estudantes, dos quais metade se havia declarado a favor da pena capital e outra metade contra, foram apresentadas duas peças de prova, uma das quais sustentando que a pena capital dissuade o crime, a outra contradizendo. Ambos os meios-grupos reforçaram as suas convicções iniciais com tais provas.

Os psicólogos sugerem que as lendas se propagam por percursão de uma corda emocional. Do mesmo modo, as ideias podem difundir-se por selecção emocional, em vez de por méritos factuais, encorajando a persistência das falsidades sobre a Coca - ou sobre o candidato presidencial.

Os jornalistas e os activistas das campanhas poderão pensar que agem contra os boatos ao salientar que não são verdadeiros. Mas, ao repetir um rumor falso, inadvertidamente estão a reforçá-lo. No seu afã de "parar a nódoa", a campanha de Obama deve ter este facto presente. Por exemplo, em vez de realçar que Obama não é muçulmano, poderá ser mais eficaz acentuar que converteu-se ao critianismo ainda jovem.

Os consumidores de notícias, por seu lado, estão mais aptos a aceitar selectivamente e relembrar afirmações que reforcem as suas convicções anteriores. Numa réplica do estudo do impacto exercido nos estudantes pela apresentação das provas de que a pena capital é/não é dissuadora do crime, os investigadores descobriram que até quando são fornecidas indicações precisas de apreciação objectiva, cada um é propenso a rejeitar mais facilmente as provas que contradizem as suas convicções.

Também no mesmo estudo se verificou que os sujeitos, ao serem questionados sobre a reacção que teriam na hipótese de serem acusados com as provas contrárias às suas convicções, tornam-se mais abertos na ponderação da informação. Aparentemente, vale a pena investir algum tempo na consideração de que a interpretação oposta pode estar certa, quando um jornalista se dirige a ouvintes/tele-espectadores/leitores apreciadores de controversias.

Em 1919, o Juiz do Supremo Tribunal Oliver Wendell Holmes escreveu que "o melhor teste para a verdade é a força do pensamento ser aceite em debate competitivo". Holmes assumiu erradamente que as ideias honestas difundem-se mais facilmente. Os nossos cérebros não obedecem a este ditame ideal, mas ao conhecermos melhor os mecanismos da nossa memória talvez nos possamos aproximar do ponto de vista de Holmes.




Sam Wang, professor de Biologia Molecular e Neurociência em Princetown e Sandra Aamodt, ex-chefe de redacção da revista Nature Neuroscience, são autores de "Welcome to Your Barin: Why You Lose Your Car Keys but Never Forget How to Drive and Other Puzzles of Everyday Life."




Sam Wang e Sandra Aamodt in Your Brain Lies to You
publicado pelo The New York Times em 27 de Junho de 2008

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quinta-feira, junho 26, 2008

António Raposo

António Raposo

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quarta-feira, junho 25, 2008

Aristides Adão - Erro no exame de Matemática

Prova de Matemática 12º Ano, Portugal, 2008

Prova de Matemática 12º Ano, Portugal, 2008 - Resposta errada



…pior do que isso é o facto de o exame de Matemática do 12o ano, em que fui vigilante, na passada segunda feira, ter um erro numa questão de escolha múltipla, e oficialmente fazer-se de contas que não foi nada… é claro que os alunos escolhem uma solução, por exclusão de partes e “acertam”… porque os alunos estão “treinados” …estou a falar da representação gráfica da função derivada de uma outra função também representada graficamente ( uma semi-recta e um arco de parábola)… é que nenhuma das hipóteses apresentadas podia em rigor representar a derivada da função inicial… no ponto comum da semi-recta e da parábola o declive da parábola( em módulo) é visivelmente muito superior ao da recta( também em módulo), (duas ou três vezes, à vista desarmada) e nas representações apresentadas como soluções aparecem iguais… é certo que este não era o cerne do problema, mas então o rigor matemático exigia que se dissesse que apreciação devia ser feita do ponto de vista do domínio da função derivada… aliás se esta não fosse uma questão de escolha múltipla e fosse pedido ao aluno que fizesse um esboço do gráfico da função derivada da função dada, nenhum critério de correcção aceitaria como certo as que a prova tem como hipóteses de escolha … é um lapso compreensível, para um professor num teste da sua turma, porém inadmissível numa “equipa” que tem todo o tempo para elaborar, rever, rever, rever ……. mais um exemplo ilustrativo da diferença entre saber matemática ou saber resolver exames… muitos dos que “acertaram” nem deram por nada… e os que perceberam a gafe ultrapassaram-na pragmaticamnete, e os que não sabem , não sabem… e os responsáveis pela gafe assobiaram para o lado…


Aristides Adão em A Educação do meu Umbigo
no dia 24 de Junho de 2008




Prova de Matemática 12º Ano, Portugal, 2008 - Resposta errada

Várias são as questões levantadas pelo comentário de Aristides Adão.
A existência de derivada num ponto está condicionada a:
  1. existência do valor da função nesse ponto;
  2. existência da derivada lateral à esquerda;
  3. existência da derivada lateral à direita;
  4. igualdade das duas derivadas laterais.
Como falha a última condição, a função derivada não está definida nesse ponto tal como é correctamente assinalado na opção B.

Na análise gráfica das funções, os professores salientam sempre que:
  1. nos intervalos em que a função é crescente a derivada é positiva
  2. nos intervalos em que a função é decrescente a derivada é negativa
  3. nos pontos em que a derivada é nula, a função tem um extremo local
Porque podem ser estes factos considerados arbitrariamente como irrelevantes na aferição dos conhecimentos sobre interpretação gráfica das funções e suas derivadas por parte dos alunos é o que falta esclarecer. Ou, em alternativa, assumir simplesmente que houve um lapso de atenção. A correcção dos erros é um princípio aceite com generalidade pela ciência, embora nem sempre pelas autoridades administrativas. Se se pretender, porém, demonstrar que se trabalha para o conhecimento e não para os resultados dos exames, só há uma possiblidade: anular esta questão. (AF)




Detalhes técnicos: admitindo que o raio da circunferência auxiliar da primeira figura é unitário e que as intersecções com os eixos estão sobre os pontos da grelha auxiliar, teremos as seguintes equações:
f(x)x+1x<0
1x=0
3x²-4x+1x>0
f'(x)1x<0
Não definidox=0
6x-4x>0


A resposta errada apresentada pelo GAVE tem como equação:
f'(x)1x<0
Não definidox=0
x-1x>0







Resolução de alguns exercícios deste exame e mais apreciações podem ser encontradas no blog problemas|teoremas de Américo Tavares.

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Viagem a Paris

"Paris... Esta foto é uma maravilha. Move o cursor, aproxima, clica e deixa-te voar...."


Paris

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terça-feira, junho 24, 2008

Mário Rodrigues - Fraude na Educação

Sexta-feira passada, dia 20, participei numa fraude, uma fraude monumental. Como professor de letras, fui escalado para vigilante do Exame Nacional de Matemática, do 9.º Ano de Escolaridade.
Quando olhei para a prova não tive qualquer surpresa. Há muitos meses que previra a realidade que se me antolhava naquele momento. Quem percebeu quem é José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues só podia esperar esta fraude nos exames. As suas políticas de “faz de conta”, de demagogia e de mentira já faziam prever o que se viria a passar. Talvez não se esperasse uma fraude tão colossal, mas parece não haver limites para estes (ir)responsáveis governamentais. Não lhes interessa o País nem o futuro dos alunos. Interessa-lhes apenas o poder, que os cega nesta política de mentira e de demagogia.
Para não causar problemas à escola onde lecciono e não perturbar a concentração dos alunos, não abandonei a sala. Vigiei a prova até ao seu termo, sujeitando-me à indignidade de colaborar nesta fraude intolerável. Aquele exame, com um grau de facilidade descomunal, pedagogicamente foi uma autêntica fraude. Os seus autores morais e materiais não são penalmente puníveis, mas à face das mais elementares regras da ética e da moral cometeram um crime hediondo. Com esta política educativa de mentira e de sucesso puramente estatístico, estão a assassinar gerações sucessivas de jovens e a aniquilar o futuro do País.
Não há nenhum dever institucional que obrigue um professor a silenciar estes crimes. Os alunos e Portugal são bem mais importantes do que o emprego ou a avaliação de um docente. O Ministério da Educação, com José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues, está a cometer um verdadeiro crime de lesa-pátria que nenhum professor honesto e digno pode silenciar. Pelos alunos, pelos seus pais e por Portugal, impõe-se denunciar esta fraude, mesmo conhecendo-se as práticas persecutórias deste Governo. Quem tem como única política a defesa de Portugal e dos seus jovens, não pode temer retaliações, mesmo quando vários factos parecem indiciar que estamos perante políticos sem escrúpulos e de duvidosa hombridade…

Publicado em A Educação do meu Umbigo
em 24 de Junho de 2008

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A Central fotovoltaica de Moura


Continuamos a ouvir falar desta Central como sendo a maior do mundo. No entanto, já em fins de 2007 se sabia que isso não iria acontecer, conforme se pode ler no extracto do jornal "Água e Ambiente" de 19/9/2007.
Agora parece que a maior do mundo fica situada na Alemanha e já arrancou com a sua produção de energia eléctrica, conforme se pode ler no penúltimo post deste blog.
É só para chamar a atenção para o que de facto é e não para o que desejaríamos que fosse!

Tutela obriga central fotovoltaica de Moura a reduzir potência
2007-09-19

A maior central fotovoltaica do mundo, cuja construção foi anunciada durante anos em Moura, deixou de o ser. O jornal Água&Ambiente soube em primeira mão que os 62 MW inicialmente previstos para a unidade terão de ser reduzidos, de acordo com as indicações da tutela à Amper Central Solar, empresa criada para gerir a central.

«O projecto inicial contemplava a instalação de painéis fixos, só que as alterações ao projecto em virtude do tempo decorrido sobre a apresentação do mesmo conduziram, nomeadamente, à mudança no fornecedor dos painéis. Assim, optou-se agora pela introdução de painéis móveis, que têm uma rentabilidade superior em cerca de 30 por cento, ou seja, com os mesmos megawatts consegue-se produzir mais 30 por cento de energia», explicou ao Água&Ambiente fonte ligada ao processo.

Ora, esta alteração implicaria que «a subsidiação inicialmente prevista também teria de ser superior em 30 por cento, o que não estava contemplado», acrescenta. Por isso, optou-se por reduzir a potência instalada. O Água&Ambiente tentou saber junto da Amper a nova potência da unidade, no entanto, ainda não obteve qualquer resposta.

As obras para a construção da central, na freguesia da Amareleja, deverão ter início em Outubro. «Oo desafio que a Acciona, investidora do projecto, tem agora pela frente é o de conseguir finalizar todo o projecto até ao final do próximo ano, de forma a que ainda possa usufruir dos fundos provenientes do Quadro Comunitário de Apoio em vigor», adianta a mesma fonte. Para acelerar o processo cerca de 800 pessoas estarão a trabalhar no desenvolvimento do projecto, quase o triplo do que estava previsto.

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segunda-feira, junho 23, 2008

Matemática das bolinhas

Venn diagram for 2 sets


P(A ∪ B)=0,8
P(B)=0,6
P(A ∩ B)=0,1
P(A)=?


Exame Nacional do Ensino Secundário
Grupo I, Questão 2. da Prova Escrita de Matemática A,
12º ano de Escolaridade
Prova 635/1ª Fase
Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE)
Ministério da Educação

Documentos relacionados da Sociedade Portuguesa de Matemática
Parecer
Proposta de resolução

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Deutsche Weller - Central fotovoltaica de Waldpolenz

Painéis solares electrovoltaicos
@picture alliance/dpa

A central fotovoltaica descrita pelo seu operador como a maior do mundo iniciou a produção de electricidade no domingo, 22 de Junho, num lugar da antiga Alemanha do Leste.

Capacidade inicial - 24 MW
Módulos instalados - 350.000
Capacidade final (2009) - 40 MW
Módulos fase final - 550.000
Custo - 130 milhões de €


Deutche Weller staff [dpa (jam)] in World's Biggest Solar Plant Goes Online in Germany
publicado por Deutsche Weller em 23 de Junho de 2008

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sexta-feira, junho 20, 2008

Solstício de Junho

Dançarina

Duo Ouro Negro:

Cidrálea

Som:Quipiri
Imagem:Lycos

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Uma pergunta para o GAVE:

Assinalar com uma cruz, duas ou três cruzes ou nenhuma cruz, qual é a resposta que deve obter a cotação total da pergunta:

a) o aluno trabalhou correctamente a questão proposta, mas no campo "resposta" inseriu uma resposta errada;

b) o aluno trabalhou incorrectamente a questão proposta, mas no campo "resposta" inseriu a resposta certa;

c) o aluno trabalhou correctamente a questão proposta, mas não preencheu o campo "resposta".

Se algum leitor por acaso conseguir encontrar um documento oficial com a resposta a esta questão, agradecia que inserisse essa resposta no comentário.

Muito obrigado,

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Carlos Fiolhais versus Maria de Lurdes Rodrigues

Carlos FiolhaisEm matéria de exames, há dois aspectos que são bem mais relevantes que os erros pontuais nas provas. Em primeiro lugar, toda a gente, excepto o GAVE, percebe que os exames estão, em geral, cada vez mais fáceis. Quem não sabe nada de nada pode sempre tentar a sua sorte em mal alinhavadas questões de "cruzinhas", não precisando sequer de saber escrever. Este caminho para o abismo da ignorância tem sido denunciado por muita gente. Mas o presidente do GAVE, num insulto à inteligência, retorquiu dizendo que não existem "perguntas demasiado elementares, mas sim de dificuldade diferente". O que fazer a não ser, talvez, dar gargalhadas?

O segundo aspecto é tão grave como o primeiro (quase apetece o trocadilho "tão GAVE"). Trata-se da linguagem tanto das provas como das "propostas" de correcção oficiais. É uma enormidade linguística e educativa que, num exame do 12º ano de Poirtuguês, apareça uma frase como:
"Para responder, escreva, na folha de respostas, o número do item, o número identificativo de cada elemento da coluna A e a letra identificativa do único elemento da coluna B que lhe corresponde".
Isto não é um exame a sério do domínio da língua, é uma charada.

Como fiquei sem saber para que serve este tipo de exames, fui ao sítio do GAVE:
"Os exames nacionais são instrumentos de avaliação sumativa externa no Ensino Secundário. Enquadram-se num processo que contribui para a certificação das aprendizagens e competências adquiridas pelos alunos e, paralelamente, revelam-se instrumentos de enorme valia para a regulação das práticas educativas, no sentido da garantia de uma melhoria sustentada das aprendizagens."
Fiquei na mesma. Alguém me decifra este arrazoado?


Carlos Fiolhais in Errar muito é desumano
publicado no jornal Público em 20 de Junho de 2008

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Sociedade Portuguesa de Matemática versus GAVE

Provas de Aferição
Resposta ao director do GAVE



As declarações que o Director do GAVE fez a propósito do parecer da Sociedade Portuguesa de Matemática sobre as recentes provas de aferição são inexactas e infelizes.

O tom é totalmente inadequado, não dignifica ninguém e não o mantemos. Estão em discussão duas provas concretas, às quais é necessário fazer reparos. Segundo o Jornal de Notícias, citando a Lusa, o Director do GAVE acusa as nossas críticas de "levianas", dando a entender que a SPM não detém o "conhecimento técnico indispensável".

Repudiamos em absoluto. A Sociedade Portuguesa de Matemática tem a competência para criticar rovas de matemática, fá-lo ponderadamente e tem todo o direito de o fazer.

Mantemos que "os enunciados contêm um número exagerado de questões demasiado elementares" (sublinhado do parecer). Vejam-se, por exemplo, a questão 18 da prova do primeiro ciclo e as questões 8 e 16 da do segundo ciclo. O comentário do Director do GAVE dá a entender que nunca, em circunstância alguma, poderia haver questões demasiado elementares, mas apenas questões de dificuldade variável. Discordamos, como é óbvio.

Este aspecto é muito importante, pois com provas tão fáceis, o Ministério está a desautorizar o esforço dos professores que têm insistido com os seus alunos na necessidade de dominar bem o cálculo, o raciocínio e os conceitos matemáticos. Estas provas não apoiam a exigência escolar nem fazem justiça ao esforço de professores e alunos.

As nossas críticas podem ser ouvidas, segundo o que diz o Director do Gave, mas não é verdade, em geral, que sejam tomadas em conta. Temos insistido na necessidade de provas fiáveis, comparáveis de ano a ano, mas o ministério não o tem querido, sabido ou decidido fazer. Temos insistido na necessidade de as provas serem mais exigentes e isso não tem acontecido. Temos insistido na necessidade de estabelecer mais exames, e isso não tem ocorrido.

Finalmente, temos de esclarecer que, apesar de nos termos sempre disposto a colaborar com o GAVE em todos os aspectos para que somos solicitados, não temos qualquer responsabilidade na concepção ou no grau de dificuldade de nenhumas provas. Neste particular, o único aspecto em que temos colaborado — e apenas em algumas provas, que não estas — é na correcção de possíveis erros científicos. A nossa colaboração com o Ministério, que mantemos e manteremos sempre que solicitada, não pode significar a restrição da discordância.

O Gabinete do Ensino Básico e Secundário
da Sociedade Portuguesa de Matemática


publicado pela Sociedade Portuguesa de Matemática
a 22 de Maio de 2008

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quinta-feira, junho 19, 2008

Nuno Crato versus Maria de Lurdes Rodrigues

...as Provas de Aferição têm tido dois problemas. Em primeiro lugar, os enunciados contêm um número exagerado de questões demasiado elementares. Mesmo com estas questões, os resultados têm sido maus. Imagina-se que poderiam ser bastante piores se os enunciados fossem mais exigentes. Em segundo lugar, os enunciados têm pecado por um vício pedagógico: não se centram em questões relacionadas com os algoritmos e os conceitos básicos que os alunos deveriam dominar, mas sim em aplicações diversas, com questões em que a interpretação e a conjectura sobre os pressupostos assumem um papel excessivo.


Sociedade Portuguesa de Matemática in Parecer sobre as provas de aferição do primeiro e segundo ciclos - Matemática
20 de Maio de 2008




Nuno Crato é o Presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática. O que se segue é uma entrevista da Ministra da Educação dada à SIC no dia 18 de Junho. (AF)




SICPergunto-lhe, Sra Ministra, se o Ministério anda a fazer exames mais fáceis ou se os alunos andam a estudar muito?
Maria de Lurdes RodriguesSabe, eu não me consigo pronunciar dessa forma tão superficial. Como também considero superficial dizer que o exame de hoje ou de ontem foi a sério e que as provas de aferição não são a sério. Sabe que é muito desmobilizador para os professores e para as escolas dizer que aquilo que é um trabalho em que eles investem, só porque ele tem resultados positivos não é a sério.
SICTenho muita pena mas, neste contexto, tenho que me socorrer de autoridades como o Professor Nuno Crato que diz que há exames de preparação que são ridiculamente simples - e a expressão é dele -; tenho que me socorrer da Associação Nacional de Pais que vai ao encontro também desta expressão; tenho que me socorrer de um alerta lançado pelo Professor Paulo Heytor Pinto, da Associação Nacional de Professores de Português que diz que os professores só estão a ensinar para os exemes...
Maria de Lurdes RodriguesBom! Cada um socorre-se do que quer, cada um faz as suas escolhas...
SICEstou a socorrer-me de fontes credíveis!
Maria de Lurdes RodriguesConcerteza, são as fontes credíveis para si. Para mim, fonte credível é o Ministério da Educação e o instituto que promove a realização dos exames e que o faz com todo o rigor e com todas as exigências. É muito fácil...
SICNão são fáceis demais...?
Maria de Lurdes RodriguesEu não me consigo pronunciar, sabe? O Sr consegue pronunciar-se, essas pessoas também. Eu não consigo pronunciar-me. Sabe porquê?
SICEu não me lembro de os meus exames serem fáceis demais...
Maria de Lurdes RodriguesSabe porquê?
SIC... E acredito que quem a está a ouvir e a ver em casa também não tenha essa ideia.
Maria de Lurdes RodriguesNão... Eu gostava que me desse a oportunidade de responder. Já me fez três ou quatro perguntas e não me deu oportunidade de responder a nenhuma. Mas gostava de ter a oportunidade de responder, com toda a traquilidade, dizer-lhe o seguinte. O nível de complexidade de uma prova não se avalia assim pela opinião, pela sua opinião, a opinião dessas pessoas ou a minha. O nível de complexidade...
SICPor muito boas que essas pessoas sejam, no domínio das suas competências...
Maria de Lurdes RodriguesSe me permitir falar eu volto à SIC com toda a boa vontade. Mas se o Sr me interromper, não me deixar falar, não é possível esta entrevista.
SICFaça o favor.
Maria de Lurdes RodriguesBom! Que é que eu gostava de lhe dizer? Que o nível de complexidade de uma prova tem técnicas para ser avaliada. Não é a sua opinião, a opinião dessas pessoas ou a minha. O que conta, um dos principais indicadores que se usa, usam-se técnicas estatísticas para avaliar o nível de complexidade e uma das medidas mais simples é a curva de distribuição dos resultados. E quando apenas 5% dos alunos conseguem completar a totalidade de uma prova com êxito, isso diz tudo - ou diz alguma coisa - sobre a complexidade de uma prova. Foi o que aconteceu com todas estas que estão a ser feitas. As provas são calibradas e ajustadas ao nível de exigência daquilo que é o programa. Não é o nível de exigência que o Sr tem na cabeça ou que algum desses peritos tem na cabeça. É o nível de exigência do programa e isso é que é feito. Com todo o rigor e com toda a exigência.
SICEntão a Sra Ministra considera que estes especialistas estão a exigir demais?
Maria de Lurdes RodriguesDeixe-me acabar. Se não me deixa acabar, eu não consigo. O que eu considero é que
SICPermita-me lembrar-lhe, Sra Ministra isto não é um monólogo...
Maria de Lurdes RodriguesDeixe-me acabar.
SIC...E por isso eu pergunto-lhe, Sra Ministra, se na sua opinião estes especialistas estão a exigir demais?
Maria de Lurdes RodriguesDeixe-me acabar. O Sr já me fez essa pergunta e ainda não me deixou acabar a minha resposta. Primeiro...
SICPorque ainda não me respondeu.
Maria de Lurdes RodriguesPrimeiro ponto, o nível de complexidade de uma prova tem técnicas, não é uma questão de opinião, é uma questão de validação técnica, com recurso a técnicas estatísticas também. E essas pessoas, com a precipitação com que se pronunciaram, de certeza absoluta que não tiveram o rigor e exigência que pretendem para os outros. Depois...
SICEu diria que o Professor Nuno Crato é um reputadíssimo dominador do assunto.
Maria de Lurdes RodriguesDepois, eu gostava de lhe dizer que há uns quantos pessimistas de serviço neste país. Muito pessimista.
SICÉ o caso destas pessoas?
Maria de Lurdes RodriguesO que acontece é o país tem que estar sempre mal, e os alunos têm que ser empre maus. Quando os resultados são por si maus e revelam fragilidades nos conhecimentos e nas competências, aí está a prova que o país está mal.
SICOs pais também estão pessimistas, Sra Ministra?
Maria de Lurdes RodriguesQuando melhora, como o país não pode melhorar, são as provas que estão erradas. Mas isso faz parte...
SICInclui os pais nesse pessimismo, Sra Ministra?
Maria de Lurdes RodriguesNão incluo nada, estou-lh a responder a si.
SICÉ que eu tenho aqui uma situação da Confederação Nacional das Associações de Pais a dizer assim, o seu Presidente a dizer assim: Está tudo bem com os alunos até chegarem ao primeiro ano da faculdade e ser o descalabro, porque não têm competências nem aprenderam a estudar sozinhos. São os pais que dizem.
Maria de Lurdes RodriguesConcerteza. Mas sabe, eu não me pronuncio, eu tenho obrigação de ser exigente. Eu não me pronuncio sobre opiniões. Eu pronuncio-me sobre testes técnicos que são feitos às provas, sobre documentação que é necessário exigir quando se faz uma prova de aferição. O Sr terá oportunidade, se quiser, de convidar o director do GAVE e ele explica-lhe o que é preciso, do ponto de vista técnico, para fazer uma técn... hum... uma prova e para avaliar o nível da sua complexidade. E portanto, isto não é uma questão de opinião. E devíamos ser mais cautelosos e mais respeitadores do trabalho que os professores e as escolas fazem. Porque essas pessoas, não as vi pronunciarem-se sobre: Plano Nacional de Laitura e mais horas de trabalho na área da leitura em todas as escolas; Plano de Acção da Matemática e mais horas de trabalho para a Matemática em todas as escolas; orientações claras sobre o tempo de trabalho tanto na Matemática como na Laitura em todas as escolas; formação contínua para milhares de professores, do 1º e do 2º ciclo, em Português e Matemática. Eu gostava que o Sr e essas suas fontes, se pronunciassem sobre factos concretos: sobre as horas de trabalho, que escolas e professores tiveram, neste ano para melhorar...
SICNeste caso, Sra Ministra, as pessoas pronunciam-se sobre aquilo que pode ser corrigido.
Maria de Lurdes RodriguesNão são fontes fidedignas, são opiniões.
SICSra Ministra, gostava de
Maria de Lurdes RodriguesGostava ainda de dizer-lhe uma coisa. O facto de muitos jovens àcerca do teste: que se sentem confortáveis, aliviados por terem passado um momento em relação ao qual
SICNão é só isso, eles disseram que é fácil.
Maria de Lurdes RodriguesO facto de eles dizerem que é fácil não significa que a prova seja fácil. Como lhe disse, a simplicidade ou a complexidade de uma prova tem técnicas específicas...

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