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terça-feira, setembro 30, 2008

Jochen Scholz - Projecto Europeu para o Novo Século (5)

(Início)

Símbolo da Liberdade?

E, no entanto, ainda resta o poderoso símbolo da Estátua da Liberdade, descontando que após o 11 de Setembro de 2001 a sua mensagem está cada vez mais extinta, mesmo no interior dos EUA, e que, quanto ao exterior, não desempenhou qualquer papel desde a presidência de John Quincy Adams. No seu discurso à Nação no dia 4 de Julho de 1821, Adams declarou que a guerra estava justificada logo que os direitos ou a segurança no interior do país estivessem directamente afectados, prosseguindo:
"Onde quer que a bandeira da liberdade ou da Independência flutue ou venha a flutuar, ela estará nos nossos corações, na nossa benção e nas nossas preces. Porém, ela não partirá do nosso território em perseguição de mosntros para os destruir. Servirá para todos como o testemunho da nossa liberdade e independência. Permanecerá como campeã e justiceira de si própria. Ela sabe bem que, uma vez engajada em causas que não a sua própria, ainda que se trate da independência de outro país, ver-se-ía envolvida com poderes de extorsão, com guerras de interesse e de intriga, de cupidez individual, inveja e ambição que estão sempre preparadas para usurpar as cores da bandeira da liberdade."
O mundo inteiro poderia dar-se por satisfeito se os sucessores de Adams aplicassem a mesma máxima.

Domínio dos EUA por intermédio da OTAN e da OSCE

Mas o que se passa é que a «a ameaça para a segurança nacional» é apenas o pretexto que mascara os interesses imperialistas. O que se passou com o Iraque em 2003 mistura interesses, métodos e retórica de legitimação dignos de um ensaio de laboratório. As 200 mil pessoas que se comprimiram à volta da Basílica de Berlim no passado dia 24 de Julho, ansiando por uma vitória do candidato presidencial Barck Obama, claramente ignoravam os princípios básicos, sempre confirmados, da política externa dos EUA; assim como as orientações geo-estratégicas desde os começos do Século XX, que são partilhadas pelos democratas e pelos republicanos. Os EUA conduziram duas guerras mundiais para se tornarem uma potência euro-asiática que irá dar o tom a este continente. O principal obstáculo ao acesso aos mercados e às reservas energéticas da Ásia Central desapareceu com o afundamento da União Soviética, em 1991. Esta chance histórica sem precedentes, os EUA usaram logo depois contra os seus próprios aliados com uma agressividade cada vez maior, enquanto a Europa expectante sonhava com os «divi­dendos da paz». Sobre o plano institucional, os EUA exercem o seu domínio através da OTAN e da OSCE. O perigo, ameaçador - segundo os EUA - de ver a Europa perturbar o cerco com a «Politica Europeia de Segurança e Defesa» (PESD), está provisoriamente afastado pelo acordo «Berlin Plus».

A Europa é corresponsável

Pese embora o facto de os EUA terem conseguido explorar habilmente os interesses divergentes na Europa e ressentimentos fronteiriços históricos, uma constatação se impõe: tal jogo não dispensou uma parceria. A Europa começou a aliar-se através da sua participação na guerra dos Balcãs, seguindo-se o alargamento para Leste da OTAN, a aceitação do novo conceito de intervenção da OTAN de 1999, contrário à Carta das Nações Unidas, o abandono de certas iniciativas controversas, culminando com a invasão, contrária ao Direito Internacional, do Iraque e do Afganistão. Resumindo: a Europa é corresponsável. Que tenha sido Clinton, um presidente democrata, a lançar esta política, só prova que as demarcações partidárias são irrelevantes para a defesa dos interesses em jogo.

Os interesses americanos transcendem as divergências partidárias

Um sobrevôo - necessariamente rápido - ao quadro em que se exerce a «nova ordem mundial», aos mecanismos e ferramentas de que dispõe, assim como a resposta à questão «cui bono?» (beneficiando a quem?) mostram, sem margem para dúvidas:
  • Após o rompimento do equilíbrio geo-estratégico, impôs-se o primado do direito do mais forte nas relações internacionais. Os EUA - outrora proclamados defensores da ordem jurídica internacional - consideram agora as Organização das Nações Unidas (ONU) como um obstáculo.
  • A supremacia da escola monetarista e do «consenso de Washington» na economia. Nenhum deles aparecu do nada. Estão firmemente enraizados no modelo de sociedade anglo-americana, diametralmente oposto ao modelo europeu continental. No entanto, os seus dogmas são aplicados principalmente no exterior, mostrando-se as finanças e a economia dos EUA firmemente pragmáticas.
  • Mão forte sobre as instituições internacionais «decisórias» como o Banco Mundial, o FMI, o G7/8 e o OMC e ainda a OTAN, sob a palavra de ordem «America first».
  • Preservação da situação sem precedentes do dólar como divisa padrão internacional: os bancos centrais precisam dele para combater as crises monetárias, os estados para as suas exportações e para importar petróleo e bens manufacturados, os países emergentes ou em desenvolvimento para reembolsarem as suas dívidas para com o FMI e os clubes «de Paris» e «de Londres». Todas as mercadorias importantes são facturadas em dólares no mercado mundial.
  • Após o abandono da paridade-ouro e o crescimento exponencial (acima dos 100%) da procura do dólar na sequência do aumento brutal dos preços do petróleo nos anos 70, os investidores perderam quase toda a influência sobre a máquina rotativa de impressão de notas nos EUA.
  • Desde há mais de vinte anos os EUA praticam quase sem interrupção uma política consciente de déficit orçamental e comercial. Apesar da inflacção que atinge o dólar, continua a aceitar-se este como meio de pagamento no mercado mundial de capitais. Razões mais importantes: o medo do afundamento, a falta de coragem para promover alternativas e a mensagem, até aqui aceite, que os EUA são o único país em condições de proteger face a qualquer ameaça. Onde esta crença é desafiada, promove-se a instabilidade, afim de reconduzir os tresmalhados ao bom caminho.
  • O sistema actual restringe as opções à prática de uma economia orientada para as exportações, logo, de bom ou mau grado, a observar as condições impostas via OMC, FMI e Banco Mundial. As principais vítimas do sistema são os países em desenvolvimento e os emergentes, pendurados na torneira do FMI. O qual impõe condições que canalizam os ganhos das exportações para pagamento do serviço da dívida em deterimento do desenvolvimento económico interior. As economias exportadoras de produtividade elevada, como a Alemanha por exemplo, ficam sujeitas à pressão da concorrência mundializada, cujos padrões são fixados além-atlântico. Esta pressão reprecute-se, por sua vez, no interior. Resultado? Declínio da Agenda 2010, que o Chanceler Schröder havia conseguido aprovar.
  • Os EUA podem dar-se ao luxo de um défice comercial exorbitante de 500 milhões de dólares, um défice orçamental equivalente a um endividamento bruto de 3700 biliões de dólares para com o resto do mundo. É este resto do mundo que financia o défice, enquanto os bancos centrais continuarem a investir os seus lucros na exportação dos títulos da dívida pública dos EUA, supostamente seguros. Os estados da ASEAN+3 reinvestiram neles 80% dos seus excedentes comerciais e detêm 90% das reservas de dólares mundiais. As reservas de divisas chinesas, que se elevam a esta hora a 1,8 biliões de dólares, são constituidas principalmente por títulos do Tesouro dos EUA. Simplifiquemos: Se for contraposto o deficit dos EUA ao seu orçamento militar de 400 milhões de dólares, verifica-se que os rivais dos EUA financiam os sonhos de potência ambicionados por Wolfowitz no seu texto, acresentando-lhe ainda um belo brinde. O que levou Helmut Schmidt, ex-Chanceler alemão e membro actual da comissão redactorial do semanário «Die Zeit» a colocar a seguinte questão ao candidato à presidência:
    «Será que a vossa política orçamental se destina a equilibrar a enorme dívida externa? Irão os EUA deixar de consumir uma grande parte das poupanças e da acumulação de capitais das restantes nações? Bater-se-ão os EUA a favor de uma ordem consensual e pela supervisão dos mercados financeiros mundializados altamente especulativos?»
  • Os principais beneficiários deste sistema são os Big Oil [as grandes companhias petrolíferas] e o conglomerado financeiro a elas associado, assim como o complexo militar-industrial. Entre os perdedores estão, não apenas partes importantes do resto do mundo, assim como vastas camadas da indústria dos EUA, que deixaram de ser concorrenciais no mercado mundial. A economia dos EUA tornou-se largamente importadora e consumidora, financiando-se pelo endividamento. O presidente cessante foi posto ao corrente desta situação no decorrer da campanha eleitoral, no Middle West, quando os operários furiosos o declararam taxativamente. Os auto-proclamados campeões do mundo da exportação continuam a deixar-se embalar por balelas.

(continua)

Tradução a partir da versão francesa:
Jochen Scholz, PNEC – Project for the New European Century, Horizons et débats, 15 de Seyembro de 2008

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segunda-feira, setembro 29, 2008

Jochen Scholz - Projecto europeu para o novo século (4)

Democratas e Republicanos: Critica-se o método, mantem-se o propósito

É preciso não embarcar na ilusão de que só os neoconservadores advogam esta visão das relações entre os EUA e o resto do mundo. O «Progressive Policy Institute», um instituto de política externa da área do Partido Democrata, publicou em 2003 uma «Estratégia Democrata para a Segurança Nacional». No essencial, a mensagem resume-se a:
O governo de Bush atingiu frontalmente os nossos aliados; foi uma grande desgraça, pois precisamos deles para promover os nossos interesses.
Apenas o método é criticado, o propósito mantem-se. Nem sequer se ajusta mais àquilo que na Europa (continental) é considerado como um sistema de relações internacionais válido do que o faz a política brutal conduzida pelo actual governo dos EUA desde o 11 de Setembro. «America first» é o denominador comum aos democratas e aos republicanos, logo uma constante da política dos EUA, com o qual a Europa e os outros centros se devem alinhar.

O multilateralismo exige a supremacia do Direito

Acima de tudo: Se a lei é ditada pelo mais forte, as invocações de uma comunidade de valores transatântica torna-se uma ilusão pura e simples. «America first» é o exacto oposto do multilateralismo, que, por desgraça, a Europa mais vezes tem usado como mera retórica do que conseguido fazer progredir na agenda internacional. O multilateralismo não é uma construção do espírito, mas um modo de viver em conjunto no nosso planeta, que a Europa delineou ao fim de muitos séculos de experiências históricas dolorosas, tendo culminado, no século XX, com duas guerras mundiais; experiência dolorosa essa a que os EUA têm sido poupados até à data. Este facto tem permitido manter o inconsciente colectivo nos EUA num estado de inocência capaz de explicar os consensos, geralmente bastante alargados, em favor de novas investidas para a guerra. O multilateralismo exige a aceitação da igualdade entre os seus actores, assim como um corpo de regras fiáveis e eficazes, o respeito pelos interesses de cada qual e a supremacia do Direito.

Por todos os meios

Uma simples relance ao orçamento de defesa dos EUA - um eufemismo pelo qual é conhecido - quase dispensa comentários. Para o ano fiscal de 2008, eleva-se a 500 milhões de dólares, aos quais acrescem 200 milhões destinados às guerras do Iraque e do Afganistão. (Em comparação, o orçamento militar alemão para 2008 é de 29,2 milhões de euros, equivalentes a 43,3 milhões de dólares). As despesas de «defesa» dos EUA não são justificadas por qualquer ameaça real. O seu único objectivo é o de obter por meios militares uma posição de vantagem na luta geo-económica pelo acesso às matérias primas cada vez mais escassas e aos mercados cada vez mais disputados.
Observemos como relatório Wolfowitz confirma isso mesmo:
«Hoje em dia e ao nível global, os EUA não enfrentam qualquer rival. [...] A grande estratégia dos EUA deve consistir em preservar e alargar esta posição de vantagem tão amplamente quanto possível. Há, contudo, estados potencialmente poderosos, que stão descontentes com esta situação e que estão dispostos a alterá-la se forem capazes. [...] Os EUA devem desencorajar as nações industriais desenvolvidas a disputar a nossa liderança, ou mesmo a aspirarem a um papel futuro mais importante à escala regional ou mundial.»
Atingir esses fins supõe recorrer a meios que não recuam perante o desprezo pelo ser humano e o racismo, como se pode verificar pela afirmação que citamos à frente, retirada da parte final do documento, onde são abordadas as perspectivas do futuro. Ao ler-e esta citação, há dois aspectos que não devem ser negligenciados: Wolfowitz foi sub-Secretário de Estado da Defesa a partir de 2001 e este documento conta, entre os seus redactores, Robert Kagan (Carnegie Endowmente for International Peace) e William Kristol (The Weekly Standard):
«E formas avançadas de guerra biológica orientadas para genótipos específicos, serão capazes de converter a guerra biológica de um meio do império do terror em um instrumento politicamente útil.»
Uma tal forma de pensamento excede tudo quanto já tenha sido feito na História recente. O Verbo precede sempre a Acção. George Orwell escrevia: «A guerra é a paz.» O Senhor Mundial europeu da «comunidade de valores ocidentais» raramente conhece estas directivas cínicas. Seja como for, os meios de divulgação dominantes na Alemanha nunca repararam nisso.
(continua)


Tradução a partir da versão francesa:
Jochen Scholz, PNEC – Project for the New European Century, Horizons et débats, 15 de Seyembro de 2008

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Projecto de Acta

Proposta de acta para a reunião preparatória entre os avaliadores e os avaliandos da avaliação do pessoal docente.

- Nível alcançado
= Características do relatório de apreciação do desempenho

- Excelente
= O relatório consegue justificar tudo sem dizer mal de ninguém, ou quando muito e apenas em caso de manifesta necessidade, da Santíssima Trindade ou então da acção da oposição ao governo.

- Muito Bom
= O relatório consegue justificar tudo dizendo mal apenas dos anteriores, ou então do próprio avaliando.

- Bom
= O relatório consegue justificar tudo dizendo mal, quando muito dos anteriores ou então desde que fundamentadamente, da acção de outros avaliados ou de entidades exteriores à influência da Educação.

- Suficiente
= O relatório consegue justificar tudo dizendo mal de tudo menos dos avaliadores.

- Insuficiente
= O relatório diz mal dos avaliadores.

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sábado, setembro 27, 2008

Um insulto aos contribuintes

A iniciativa do Ministério da Educação, ou melhor do Primeiro-ministro, porque é quem se tem mais erguido na sua imposição, de pagar a internet móvel aos coitadinhos dos estudantes que já gastaram os seus parcos recursos na aquisição do telemóvel que é proibido nas escolas, constitui um autêntico insulto, não digo aos professores, porque eles estão ao corrente do que se passa, mas um insulto à ignorância da população que se esforça para pagar os seus impostos.
Técnicamente, a aquisição da internet móvel juntamente com cada computador portátil, não tem mais lógica do que a aquisição de um contador de electricidade para alimentar o mesmo computador.
Se o aluno já dispõe de contador de electricidade em casa e na escola, afinal onde é que se pretende que ele utilize o seu portátil? Só se for nalgum ambiente onde nem os encarregados de educação, nem os professores possam assistir aos conteúdos que ele pretende frequentar.
Porque a chamada banda larga, que o Primeiro-ministro não se cansa de apregoar aos quatro ventos com uma petulância de quem sabe que os seus ouvintes ignoram, a banda larga é acima de tudo isso mesmo, é a capacidade de poder ligar tantos computadores à mesma assinatura, quantos os portáteis que o mesmo quadro de electricidade pode suportar.
E as operadoras, essas perante a iniciativa do governo, não só ficam dispensadas de ser elas a explicar aos contribuintes o que é a banda larga, como ainda se dão ao luxo de embrulhar o portátil no mesmo pacote, tudo isso à custa da ignorância daqueles que ainda se vão deixando embalar na cantiga do choque tecnológico.

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sexta-feira, setembro 26, 2008

Acordo Ortográfico de 2010

Com total aprovação da Excª Srª Drª e Ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues!


CAPUCHINHO VERMELHO

Tás a ver uma dama com um gorro vermelho? Yah, essa cena! A pita foi obrigada pela kota dela a ir à toca da velha levar umas cenas, pq a velha tava a bater mal, tázaver? E então disse-lhe:
- Ouve, nem te passes! Népia dessa cena de ires pelo refundido das árvores, que salta-te um meco marado dos cornos para a frente e depois tenho a bófia à cola!
Pá, a pita enfia a carapuça e vai na descontra pela estrada, mas a toca da velha era bué longe, e a pita cagou na cena da kota dela e enfiou-se pelo bosque. Népia de mitra, na boa e tal, curtindo o som do iPod...
É então que, ouve lá, salta um baita dog marado, todo chinado e bué ugly mêmo, que vira-se pa ela e grita:
- Yoo, tá td? Dd tc?
- Tásse... do gueto ali! E tu... tásse? - Disse a pita
- Yah! E atão, q se faz?
- Seca, man! Vou levar o pacote à velha que mora ao fundo da track, que tá kuma moka do camano!
- Marado, marado!... Bute ripar uma até lá?
- Epá, má onda, tázaver? A minha cota não curte dessas cenas e põe-me de pildra se me cata...
- Dasse, a cota não tá aqui, dama! Bute ripar até à casa da tua velha, até te dou avanço, só naquela da curtição. Sem guita ao barulho nem nada.
- Yah prontes, na boa. Vais levar um baile katéte passas!!!
E lá riparam. Só que o dog enfiou-se por um short no meio do mato e chegou à toca da velha na maior, com bué avanço, tázaver? Manda um toque na porta, a velha 'quem é e o camano' e ele 'ah e tal, e não sei quê, que eu sou a pita do gorro vermelho, e na na na...'. A velha abre a porta e PIMBA, o dog papa-a toda... Mas mesmo, abre a bocarra e o camano e até chuchou os dedos...
O mano chega, vai ao móvel da velha, saca uma shirt assim mêmo à velha que a meca tinha lá, mete uns glasses na tromba e enfia-se no VL... o gajo tava bué abichanado mêmo, mas a larica era muita e a pita era à maneira, tásaver?
A pita chega, e tal, e malha na porta da velha.
- Basa aí cá pa dentro! - Grita o dog.
- Yo velhita, tásse?
- Tásse e tal, cuma moca do camâno... mas na boa...
- Toma esta cena, pa mamares-te toda aí...
- Bacano, pa ver se trato esta cena.
- Pá, mica uma cena: pa ké esses baita olhos, man?
- Pá, pa micar melhor a cena, tázaver?
- Yah, yah... E os abanos, bué da bigs, pa ke é?
- Pá, pa poder controlar melhor a cena à volta, tázaver?
- Yah, bacano... e essa cremalheira toda janada e bué big? Pa que é a cena?
- É PA CHINAR ESSE CORPO TODO!!! GRRRRRRRR!!!!
E o dog manda-se à pita, naquela mêmo de a engolir, né? Só que a pita dá-lhe à brava na capoeira e saca um back-kick mesmo directo aos tomates do man e basa porta fora! Vai pela rua aos berros e tal, o dog vem atrás e dá-lhe um ganda-baite, pimba, mêmo nas nalgas, e quando vai pa engolir a gaja aparece um meco daqueles que corta as cenas cum serrote, saca de machado e afinfa-lhe mêmo nos cornos. O dog kinou logo ali, o mano china a belly do dog e saca de lá a velha toda cheia da nhanha. Ina man, e a malta a gregoriar-se toda!!!
E prontes, já tá...

Oh yes!


Segunda Terça Quarta Quinta Sexta

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Yves Rossy atravessa o Canal da Mancha

Homem foguete
Filme:BBC
Fotos:Der Spiegel

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quinta-feira, setembro 25, 2008

Saul Hansell - Como a Wall Street mentiu aos seus computadores

A maior parte dos modelos computacionais usados na Wall Street subestimam fortemente o risco das complexas operações hipotecárias, em parte porque o nível de exposição financeira estava próximo "de aplicações capitalizáveis por cem anos", disse o presidente do Capital Market Risk Advisor, Leslie Rahl. Rahl e outros disseram que as pessoas, que gerem as empresas financeiras, preferem programas de gestão de risco que se baseiem em parâmetros optimistas, aos quais são fornecidos dados excessivamente simplificados, desta forma dificultando a detecção atempada de problemas que acabam por se revelar apenas quando é demasiado tarde. Os principais banqueiros não podem simplesmente ignorar os modelos computacionais usados nos seus computadores, porque os reguladores exigem das instituições financeiras que monitorizem o risco das suas posições. Se o modelo indica que a firma comporta um risco crescente, essa firma tanto pode ser obrigada a ruduzir o risco da operação que pretenda efectuar, como a oferecer uma garantias adicionais em capital, como precaução caso as coisas não corram conforme esperado. "Houve um propósito deliberado de projectar os sistemas de medida de risco de forma tal que não fossem revelados todos os riscos apropriados", disse Gregg Berman, da RiskMetrics. "Pretendeu-se manter o capital tão estável quanto possível, de maneira que os limites impostos aos seus delegados se mantivessem estáveis". Berman acresentou que uma das formas utilizadas foi garantir que os modelos de computadores dispusessem de dados espraiados por muitos anos, em vez de os dos últimos meses, o que teve como consequência que os programas demorassem a detectar o crescimento súbito do risco, pois o mercado manteve-se plácido durante muitos anos.

Saul Hansell, How Wall Street Lied to Its Computers, 18 de Setembro de 2008

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A Deseducação

O Ministério da Educação pratica nas escolas do ensino público, uma política social que é contrária à educação que paga aos professores para ministrar.
Nas escolas públicas, não deveria ser permitido "oferecer" aos alunos, nem sequer um pacote de leite, sem que o mesmo fosse pago no interior do recinto escolar.
Se o ME pretende alargar a assistência social à população escolar, o que deveria fazer era sujeitar todos os bens a pagamento, e destinar um outro recinto, fora das instalações escolares, para proceder ao reembolso dos fornecimentos que fossem sujeitos a assistência social.
Porque desta forma, o que o ME anda a fazer é transmitir aos alunos, que neste mundo tudo é de graça, desde o pacote de leite ao computador, e mesmo que ninguém o afirme, a ideia que fica no aluno é que, se tudo é grátis, afinal para que é que serve o canudo?
Porque carga de água é que o canudo também não há-de ser grátis?
Se as cantinas escolares não podem fornecer bebidas alcoólicas, penso que é mais nocivo para a educação, "dar" um lápis que seja ao aluno, do que vender-lhe bebidas alcoólicas ou tabaco.
O aluno que nunca pagou, nem nunca viu pagar nada, não se encontra em condições de ser lançado para a vida pública, uma vez concluído o ensino obrigatório.
Na escala de valores que lhes foi imposta, é natural que considerem mais criminoso reclamar o pagamento de um bem, do que assaltar a carteira duma velhinha na rua.
E para cúmulo da hipocrisia, ainda se atrevem a falar em educação sexual...
Quanto aos professores, esses é que são os verdadeiros coitadinhos, porque são os únicos que ficam a cultivar os valores do esforço, do mérito, da troca, do pagamento, contra tudo aquilo que os alunos vêem à sua volta.

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Quadros da Educação capacitados sobre procedimentos escolares

Sessenta quadros do sector da Educação da região Sul do país foram capacitados, durante cinco dias em Seminário Regional sobre Metodologias de Melhoramento Escolar, no âmbito do Projecto de Apoio ao Ensino Primário (PAEP). Promovido pela Comissão Europeia, a acção formativa contou com a participação de directores de escolas do ensino primário, chefes de repartições municipais, assistentes e técnicos da escola de formação de professores das províncias do Cunene, Namibe e Huíla. O papel das escolas no processo da Melhoria do Ensino e Aprendizagem, o exame e a avaliação do modelo para elaborar o Projecto Educativo da Escola (PEE), seus critérios e instrumentos foram os principais temas que dominaram a acção formativa. O comunicado final, lido por Rita Tchokombala, uma das participantes, referencia que a acção formativa conferiu aos presentes conhecimentos que lhes permitem analisar conceitos, indicadores, metodologias de implementação e avaliação do Projecto Educativo da Escola (PEE). Numa primeira fase, o referido projecto prevê a formação de líderes de escolas seleccionados para intervenção e análise inicial das necessidades dos estabelecimentos de ensino.Os resultados alcançados vão servir de ponto de referência para elaboração de um plano de actividades do PEE em cada escola beneficiada. No acto de encerramento, a directora provincial da Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia na Huíla, Ana Paula Inês, considerou o projecto de uma estratégia de organização e gestão das instituições de ensino, visto que facilita a interligação entre directores, professores, alunos, encarregados de educação e a sociedade. “O PEE surge como necessidade de se aumentar a visibilidade dos processos de escolarização, reforçar a legitimidade da escola púbica, globalizar e unificar a acção educativa, bem como mobilizar vontades e recursos para um ensino de qualidade”, destacou. O Projecto de Apoio está orçado em 20 milhões de euros e está a ser implementado em parceria com o Ministério da Educação, desde Janeiro de 2007 e termina em 2011, e está a ser implementado nas províncias de Benguela, Bié, Cunene, Huambo, Huíla, Kwanza-Sul e Namibe.

Domingos Mucuta Lubango

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Jochen Scholz - Projecto Europeu para o Novo Século (3)

(Início)

Dois desafios

O mundo exterior aos EUA está confontado com dois desafios que condicionam a sua margem de manobra:
  1. A supremacia miltar dos EUA, após o afundamento da União Soviética.
  2. A ordem económica mundial estabalecida, reservando para a primeira potência económica o maior ganho, graças ao estatuto do dólar como moeda padrão e ao controlo, se necessário pela força armada, dos fluxos de energia sobre segmentos específicos.
Estes dois factores actuam em conjunto, complementando-se da melhor forma. São os pilares da nova ordem mundial. O estudo já citado, "Rebuilding America's Defenses" do grupo de discussão republicano "Project for the New American Century" (PNAC), reclama que os EUA sejam claramente superiores a todas as coligações possíveis, em domínios expressamente referidos da economia e do poder militar, sob todos os pontos de vista. Os concorrentes potenciais a travar são aí designados pelo nome; entre eles figuram a China e a União Europeia (UE). Se o propósito inicial era exclusivamente militar, tipificado como "Full Spectrum Dominance" dos EUA, expandiu-se hoje a todos os restantes domínios das relações internacionais e ao cosmo. Eis o que, a este respeito, escreveu Harold Pinter, um escritor inglês, no discurso de recepção do Prémio Nobel em 2005:
"Já afirmei que os EUA foram de uma franqueza absoluta ao colocarem as cartas sobre a mesa. Tal foi o caso. A sua política oficial é agora definida como o «full spectrum dominance». Não são palavras inventadas por mim, são as suas próprias palavras. «Full spectrum dominance» significa controlo de todos os recursos existentes por terra, mar, ar ou espaço".
A visão, sem precedente histórico, subjacente a este documento é a de que os EUA não apenas conseguiriam usufruir por tempo indefinido dessa posição hegemónica, como desencadear uma dinâmica parcial para conter o crescimento dos outros centros. Nitidamente, o estado do Direito Internacional em vigor na altura constituia um obstáculo a semelhante projecto e os fóruns de concertação internacional para resolução de conflitos só serão permitidos enquanto servirem os interesses dos EUA; depreende-se logicamente.
Este desígnio é, além do mais, reivindicado sem subterfúgios, como ilustram os temas tratados numa conferência que decorreu em fins de Abril de 2000, diante de representantes de alto nível dos governos da Europa de Leste, em Bratislava, capital da Eslováquia. A conferência foi organizada pelo Departamento de Estado e pela «New Atlantic Initiative», uma emanação de um instituto republicano para as relações internacionais, concretamente o «American Enterprise Institute». O único político alemão convidado foi o deputado cristão-democrata Willy Wimmer, membro da Comissão do Negócios Estrangeiros do parlamento federal alemão (Bundestag) e ex-Secretário de Estado da Defesa (1987-1992). Regressado à Alemanha, redigiu um relatório síntese das conclusões, que apresentou ao Chanceler. Eis o que se pode ler lá:
"Do lado americano, parece estar decidido, no contexto mundial e para que os seus fins sejam alcançados, colocar fora de cena a ordem jurídica internacional estabalecida no século passado na sequência de duas guerras mundiais. A força deve prevalecer sobre o direito. Assim que o Direito Internacional surja como obstáculo, ignora-se. Já a Sociedade das Nações em tempos enveredou por esta via, de que resultou a Segunda Guerra Mundial. Um pensamento que absolutiza os seus próprios interessses não merece outra qualificação que totalitário".

Tradução a partir da versão francesa:
Jochen Scholz, PNEC – Project for the New European Century, Horizons et débats, 15 de Seyembro de 2008

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quarta-feira, setembro 24, 2008

El jueves

El Jueves

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Dívidas...

Até antes da vinda a Angola do Primeiro Ministro portugês , José Sócrates, que deixou mais mil milhões de Euros, a dívida do nosso País tinha aumentado 18%em 2007, face ao ano anterior, para 1,78 mil milhões de Dólares, revelaram os dados do Ministério das Finanças Portugês,citados pela "Lusa".
A dívida deMoçambique (USD 393 Milhões), que será cancelada(????) progressivamente até 2025, na sequência de um acordo bilateral , representa mais de um quinto (22%) do stock da dívida oficial dos Países Africanos de Lingua Oficial Portuguesa ( Palop) a Portugal.O montante total inclui créditos directos do Estado Português (USD 1.334 Milhões de Dólares/euros 841 Milhões) e créditos garantidos pelo País (USD 450 Milhões).
O último relatório do Banco de Portugal sobre as relações comerciais e económicas entre o País e os Palop indicava que no final de 2006, a dívida dos cinco Países Africanos ascendia a USD 1.517 Milhões, mais 18% do que os dados mais recentes. A tendência de escalada acentuou-se em relação ao registado de 2005 para 2006, quando a subida foi de 12,3%.
O perdão de dívida (???), articulado com decisões da comunidade internacional de credores, será concedido a Moçambique <>,segundo o acordo assinado entre os dois Países.
A maior fatia da divída dos Palop a Portugal é a de Angola, USD 698 Milhões de Dólares, que no âmbito de acordo bilateral assinado em 2004 serão pagos a partir de 2009 (Cinco Anos de carência), ao longo de 30 anos, com taxa de juro de (eheheheh) 1%.

" A situação financeira de de parceria entre Portugal e Angola está em ritmo de cruzeiro e os nossos dois governos fizeram aquilo que têem de fazer, que é dar o necessário enquadramento às iniciativas que têm divulgado e sobretudo ao programa de reconstrucção de infra-estruturas que Angola tem estado a empreender"


Semanário Angolense
Graça Campos

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Jochen Scholz - Projecto Europeu para o Novo Século (2)

(Início)

Dando o tom


Em 2003, o Manager Magazin publicou o seguinte comentário:
"Quem dá o tom, são os EUA: tanto no domínio militar, como político, social, económico, jurídico, cultural e até moral. Os EUA, ao usarem o facto consumado como norma do seu poder, como se fora sua fonte de legitimação, ao pretenderem conduzir o mundo impondo aquilo que é bom para a elite dos EUA - o qual, não sendo permitida a dúvida, fica transformado em questão de fé - têm perturbado a avaliação dos factos e das ideias e espalhado no mundo inteiro a confusão sobre o que é melhor fazer ou mesmo pensar. Os visados, querendo ou não, vêem-se obrigados a acompanhar, ainda que isso represente um agravamento da sua própria situação. Para que isso aconteça, nem precisam de ser estados-párias... Custar-lhes-á caro, e custar-lhes-á cada vez com maior frequência. Tão caro, que bem se pode falar de graves prejuizos económicos - directos, imediatos, individuais."
Agora em concreto: A "Acta sancionatória do Líbano e Irão" do governo dos EUA obrigou a Thyssen-Krupp SA a resgatar a participação da Holding IFIC AG (Essen) do seu capital social, pelo valor de 19,9 milhões de euros. Só que essas acções haviam sido vendidas à Holding IFIC AG (Essen) - na qual o Irão detem uma participação - a 9 euros por acção, e para este resgate a Thyssen-Krupp SA pagou-as ao valor corrente do dia, a 24 euros. Isto agravou o seu já acentuado déficit. Neste caso, foram aplicadas as disposições do parágrafo 1-1 da lei sobre as acções (retirada, sob risco de graves prejuizos imediatos) decorrentes das restrições ao acesso ao EUA e aos seus mercados. Não foi caso isolado.
Que chegasse ao nosso conhecimento, não houve reacção do governo alemão. Um comentador, insuspeito de tendências marxistas ou anti-americanas, desfiou então os políticos e os empresários, "mas sobretudo os responsáveis pela planeamento económico e de contingência das próprias empresas a enfrentarem no plano táctico e estratégico a nova ordem mundial. Caso contrário, serão incapazes de encontrar as respostas adequadas aos novos riscos que esta crise por ela gerada comporta." Partilho a preocupação de Johannes Reich, chefe do Metzler Equities mas vou um pouco mais longe.


(continua)

Tradução a partir da versão francesa:
Jochen Scholz, PNEC – Project for the New European Century, Horizons et débats, 15 de Seyembro de 2008

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terça-feira, setembro 23, 2008

Veterans for Peace

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Clivagens transatlânticas: Alemanha versus EUA

Não é um pedido de ajuda; é um grito por socorro. O Secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, pediu aos outros países que adquiram títulos da dívida dos EUA. O governo dos EUA está a gastar 700 mil milhões do dinheiro dos contribuintes na esperança de que, com esta medida, seja restaurada a estabilidade do sistema financeiro. Alguns países estão a preparar-se para ajudar. Mas o governo alemão respondeu rapidamente e sem rodeios: Não.

Corinna Kreiler, 'The World Shouldn't Have to Bear the Burden for America's Lapses', Der Spiegel, 23 de Setembro de 2008

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Jochen Scholz - Projecto Europeu para o Novo Século

O autor começa por identificar correctamente o que se deve entender por "laços transatlânticos", expressão tão cara ao bovino Luis Amado, ao ex-salazarista recentemente convertido aos encantos da democracia Adriano Moreira e outros acéfalos: subjugação dos interesses nacionais aos interesses dos EUA. Também se percebe, embora não esteja explícito, a incapacidade dos prestimosos empresários adoptarem uma política de defesa dos interesses nacionais. Este extenso artigo, porque permite entender o papel da Alemanha na actual União Europeia, onde ainda pontifica o caceteiro Durão Barroso, será aqui traduzido integralmente. Esta a primeira parte. (AF)

Um projecto para o novo século na Europa

Para uma parte importante dos alemães ainda parece indecente que o seu Estado possa ter "interesses", apesar de ser notório que na Alemanha estão instalados muitos interesses estrangeiros. Talvez por isso se discuta entre nós com tanto entusiasmo os direitos humanos e a libertação da burka. Tendo em mente o contexto histórico - o período que vai de 1939 a 1945 e a consequente subjugação da soberania nacional alemã até 1990 - é compreensível que o seu enfeudamento e vassalagem ao Ocidente, aquando da confrontação entre os blocos, bem como os aspectos particulares da política de segurança nela constantes, tenham deixado à Alemanha pouca margem de manobra para formular e implementar uma política mais conforme aos seus próprios interesses. O gigante económico alemão (Oeste) optou por se identificar até ao absurdo com a submissão ocidental sob o lema da "comunidade de valores transatlânticos" - situação que prevalece até hoje. Para tanto, os Estados Unidos da América (EUA) prestaram - no seu próprio interesse, bem entendido - uma contribuição determinante, atribuindo indiscriminadamente a responsabilidade do passado nazi a todos os alemães, e a obrigação de retribuirem aos EUA a disponibilidade para reintegrar a Alemanha na comunidade internacional. Eis porque a tentativa de Willy Brandt, empreendida no interesse dos alemães, de reequilibrar as relações com o Ocidente através do reforço das relações com os vizinhos a Leste RDA e União Soviética, despertou tanta desconfiança em Washington. Mais tarde os EUA aperceberam-se que a "abertura a Leste" poderia facilitar uma evolução no sentido que se verificou em 1990, abrindo uma oportunidade de afirmar o seu domínio sem precedentes na História, como superpotência hegemónica mundial. Ironia da História, a única tentativa empreendida pela RFA para se emancipar parcialmente da tutela dos EUA serviu exclusivamente os interesses deste último.
A geopolítica da Guerra Fria, que era relativamente simples, sofreu uma alteração fundamental. O contexto radicalmente distinto que o procedeu foi caracterizado pela perda do equilíbrio estratégico entre o Ocidente e o Oriente, pelo processo de unificação europeia, pela mundialização crescente da economia e das comunicações, assim como pela entrada em cena de novos centros de desenvolvimento económico, capazes de exercer uma influência significativa nas relações internacionais. A situação gerada tem a ver com as iniciativas dos EUA, pois a política praticada pelo governo desse país deu cobertura, quando necessário inclusivé pela força bruta. A política e a economia europeia, pelo contrário, remeteu-se a uma atitude defensiva, resguardando-se num alinhamento tácito sob os interesses transatlânticos em vez de tomar a ofensiva contra os ditames da estratégia da segurança nacional dos EUA, cujas origens remontam à queda do bloco de Leste, vidé: "Rebuilding America Defenses", de Paul Wolowitz.
Ora, este comportamento teve, sobre as economias europeias e alemãs, efeitos negativos, como ilustram numerosos factos dos últimos anos.

(continua)

Tradução a partir da versão francesa:
Jochen Scholz, PNEC – Project for the New European Century, Horizons et débats, 15 de Seyembro de 2008

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Professores do Futuro abrem portas no Huambo

O ano lectivo 2008/09 na escola de professores do futuro da Quissala, na província do Huambo, ligada à Organização Não Governamental Ajuda para o Desenvolvimento de Povo para Povo “ADPP”, arrancou ontem com 120 alunos.A cerimónia de abertura foi orientada pelo director nacional de formação de quadros do Ministério da Educação, Justino Jerónimo, que na ocasião reafirmou a importância das escolas de professores do futuro, apelando à dedicação dos alunos.“ Em nome do ministro angolano da Educação, reitero o nosso reconhecimento pela qualidade de ensino nestas escolas de professores do futuro, cuja parceria com a ADPP começou aqui no Huambo em 1995”, afirmou.Revelou que no país funcionam nove escolas de formação de professores do futuro, estando prevista para ainda este ano a inauguração de duas nas províncias de Malanje e do Uíje, para além da abertura do curso na região do Cunene.Fez saber que desde 1995 foram já formados cerca de dois mil professores. “Ao longo da sua existência, a escola promoveu competências bastante diferenciadas, reconhecidas pelas autoridades. Tem perfil reconhecido e os professores aqui formados não cumprem só horário, mas cumprem tarefas”, realçou.

Convêm realçar que: Alguns formadores são Brasileiros como ficou acordado na ultima visita do Presidente Lula da Silva a Luanda....

Foram feitos também acordos em relação aos vistos de trabalho para os Brasileiros, assim como outros acordos bons para o Brasil...Notemos que todos estes acordos foram feitos em "2" (Dois) dias.

O primeiro ministro Português "O amigo Zé" também passou por cá "7" (sete) dias = 0 Acordos ( Sem contar com a visita relâmpago de dois dias)....

E um dos acordos visava o protocolo de Professores Portuguêses em Angola.

Mas houve tempo para Chill Out (Leia-se Pub/Bar/Restaurante) na ilha de Luanda!

Caso para perguntar, se muitos Professores em Portugal não aceitariam uma proposta para virem trabalhar "Como professores" ( Não como outra coisa qualquer) em Angola????


Cláudio Ferrão

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MED e parceiros definem participação em conferência

O Ministério da Educação (MED) e seus parceiros sociais definiram, em Luanda, a estratégia da participação de Angola na sexta Conferência Internacional de Educação do Adulto, a realizar-se em Maio de 2009, na República Federativa do Brasil.Durante uma reunião de concertação, a directora nacional para o ensino geral do MED, Luísa Grilo, afirmou que Angola vai apresentar na conferência, os avanços que o país já registou no domínio do ensino de adultos.Com efeito, o Ministério da Educação concluiu ser necessário produzir, em conjunto com os parceiros sociais(Ong e Igrejas), os relatórios das actividades exercidas neste campo, como prova da contribuição do país no evento.Segundo Luísa Grilo, nas conferências anteriores, a ideia que se tinha do país era de guerra, de falta de actividades educativas e instabilidade, mas que pretende demonstrar que com a paz novas perspectivas se vislumbram.Por este facto, a directora nacional para o ensino geral, reiterou o apelo a todos os parceiros sociais que ainda não apresentaram os seus relatórios, a fazerem-no com a maior rigorosidade, dada à aproximação do evento.A Conferência de Educação do Adulto realiza-se de 12 em 12 anos.

Novo Jornal
Filomeno Manaças

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Da dízima periódica à fracção

Algoritmo da divisão decimal



Desde a Matemática elementar é conhecido o facto de que a divisão termina quando aparece um resto zero. Nem sempre, porém, esse resto aparece, sem que antes se repita outro resto. Nesta altura encontramos uma dízima infinita e periódica. Todos conhecemos, portanto, o caminho que vai da fracção à dízima periódica.
E se, como ponto de partida, tivermos uma dízima periódica e quisermos conhecer a fracção correspondente? Quem estiver interessado, pode consultar o método neste excelente artigo que Américo Tavares publicou em problemas | teoremas.

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segunda-feira, setembro 22, 2008

Sugestões de leitura...

A história e o protagonismo dos “Capitães de Abril” na luta de independência nacional e afirmação da angolanidade é o mote principal do mais novo trabalho literário do escritor Manuel Pedro Pacavira, a ser apresentado ao público amanhã às 19H00 na Casa 70.Intitulado “Angola e o Movimento Revolucionário dos Capitães de Abril em Portugal – Memórias de 1974-1976”, o livro está dividido em quatro partes e faz uma clara alusão ao empenho em prol do sonho de libertação nacional do Almirante Rosa Coutinho e seus companheiros, assim como do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto.Escrito com base nas memórias do autor, mas de forma neutra, o livro faz igualmente uma caracterização da situação que prevalecia em Angola, depois do golpe de Estado de Portugal.


Jornal de Angola
"Cultura e desenvolvimento"

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Angola em crescimento ...

Um total de três mil apartamentos repartidos por 50 edifícios vão ser construídos, numa área de 800 metros quadrados, a partir da próxima semana, dentro do complexo residencial “Lar do Patriota”, no município da Samba, em Luanda, num investimento orçado em dois mil milhões de dólares norte-americanos (um dólar vale cerca de 75.225 kwanzas). O presidente da cooperativa, António da Silva informou que o projecto contempla a construção de um centro gimnodesportivo, um hotel de seis estrelas, um shopping center (com centro comercial com 80 mil metros quadrados), centro cultural e uma zona residencial.Segundo afirmou, na área do projecto está prevista igualmente a construção de edifícios com 10 a 25 andares e apartamentos do tipo T1, T2 e T3, com um, dois e três quartos, respectivamente.Para aderir às moradias edificadas pela cooperativa, os jovens interessados devem estar integrados no programa do Ministério da Juventude e Desportos (MJD) “Angola Jovem”, que é proprietária, numa primeira fase, de pelo menos 200 residências.Como segunda opção, os jovens devem informar-se nos escritórios do “Lar do Patriota”, em Luanda, para tomar contacto com outras modalidades de acesso.O valor para a aquisição de uma residência, sustentou, o interlocutor, varia entre USD 100 mil e 250 mil dólares norte-americanos, embora o seu valor real no mercado ronde USD um milhão, pagos por via bancária.Por outro lado, adiantou o presidente da cooperativa, será também edificada uma zona verde com campo de golfe e vivendas de alto padrão, numa extensão de 600 hectares.

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União Europeia considera eleições pacíficas e serenas!

A União Europeia reconheceu que as eleições legislativas em Angola, realizadas a 5 de Setembro, decorreram num clima pacífico e sereno.Segundo uma declaração da presidência da organização chegada à Angop, a missão de observação europeia congratulou-se com os progressos de Angola no caminho da democracia, bem como com a importância da participação e serenidade do processo.Regozijou-se também com o desenrolar pacífico das eleições e felicita todos os actores políticos angolanos pela sua acção determinada e responsável neste sentido.“A forte mobilização dos cidadãos angolanos testemunha a importância que eles colocaram neste escrutínio”, reconhece a União Europeia.Considerou as eleições um evento histórico para Angola, dezasseis anos depois do último escrutínio eleitoral, convidando as autoridades angolanas a continuar a via da democratização e a consolidação da paz.O MPLA venceu as eleições legislativas de 2008, obtendo 5.266.216 votos, o que lhe permite ocupar na próxima legislatura 191 dos 220 lugares na Assembleia Nacional.A UNITA vem a seguir com 670.363 votos, ocupando 16 lugares na Assembleia Nacional, enquanto o Partido Renovador Social (PRS) é o terceiro com 204.746 votos (8 assentos).A FNLA que obteve 71.416 (3 lugares) e a Coligação Nova Democracia, 77.141 (dois assentos), ocupam, respectivamente, os quarto e quinto lugares na futura Assembleia Nacional.Os demais partidos políticos e coligações partidárias não obtiveram nenhum assento no futuro Parlamento.Votaram 7.213.246 eleitores dos 8.256.584 registados, representando 87,36 por cento do eleitorado.

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domingo, setembro 21, 2008

Dom Tranquedo - Pedido de adubos

A Kaotica publicou no Pafúncio o contexto deste poema epistolar, datado de 1934, dirigido ao então Ministro da Agricultura António de Oliveira Salazar. (AF)
Alentejo

- E X P O S I Ç Ã O -



Porque julgamos digna de registo
a nossa exposição, senhor Ministro,
erguemos até vós, humildemente,
uma toada uníssona e plangente
em que evitámos o menor deslize
e em que damos razão da nossa crise.

Senhor: Em vão, esta província inteira,
desmoita, lavra, atalha a sementeira,
suando até à fralda da camisa.
Falta a matéria orgânica precisa
na terra, que é delgada e sempre fraca!
- A matéria, em questão, chama-se caca.

Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.

Se os membros desse ilustre ministério
querem tomar o nosso caso a sério,
se é nobre o sentimento que os anima,
mandem cagar-nos toda a gente em cima
dos maninhos torrões de cada herdade.
E mijem-nos, também, por caridade!

O senhor Oliveira Salazar
quando tiver vontade de cagar
venha até nós solícito, calado,
busque um terreno que estiver lavrado,
deite as calças abaixo com sossego,
ajeite o cú bem apontado ao rego,
e… como Presidente do Conselho,
queira espremer-se até ficar vermelho!

A Nação confiou-lhe os seus destinos?...
Então, comprima, aperte os intestinos;
se lhe escapar um traque, não se importe,
… quem sabe se o cheirá-lo nos dá sorte?
Quantos porão as suas esperanças
n'um traque do Ministro das Finanças?...
E quem vier aflito, sem recursos,
Já não distingue os traques dos discursos.

Não precisa falar! Tenha a certeza
que a nossa maior fonte de riqueza,
desde as grandes herdades às courelas,
provém da merda que juntarmos n'elas.

Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.

Adubos de potassa?... Cal?... Azote?...
Tragam-nos merda pura, do bispote!
E todos os penicos portugueses
durante, pelo menos uns seis meses,
sobre o montado, sobre a terra campa,
continuamente nos despejem trampa!

Terras alentejanas, terras nuas;
desespero de arados e charruas,
quem as compra ou arrenda ou quem as herda
sente a paixão nostálgica da merda…

Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.

Ah!... Merda grossa e fina! Merda boa
das inúteis retretes de Lisboa!...
Como é triste saber que todos vós
Andais cagando sem pensar em nós!

Se querem fomentar a agricultura
mandem vir muita gente com soltura.
Nós daremos o trigo em larga escala,
pois até nos faz conta a merda rala.

Venham todas as merdas à vontade,
não faremos questão da qualidade.
Formas normais ou formas esquisitas!
E, desde o cagalhão às caganitas,
desde a pequena poia à grande bosta,
de tudo o que vier, a gente gosta.

Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.



Pela Junta Corporativa dos Sindicatos Reunidos, do Norte, Centro e Sul do Alentejo


Évora, 13 de Fevereiro de 1934


O Presidente

D. Tancredo (O Lavrador)

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Passadeira vermelha

Sandra Moutinho, agência Lusa

Nos últimos anos, milhares de médicos têm saído dos serviços públicos. Mas ninguém sabe ao certo quantos. Nem a Ordem, nem o Ministério. Sabe-se que são muitos e que vão sobretudo para um sector privado em expansão e que oferecerá melhores condições de investigação e médicas.

«Praticamente todos os hospitais do SNS perderam médicos para as instituições privadas nos últimos tempos», afirma o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes. Saber quantos e em que moldes é que é uma tarefa aparentemente impossível, pois «o médico não tem obrigação de informar a Ordem quando sai, ou para onde vai».

«O médico sai do público para o privado, ou para a reforma, ou para se constituir como empresa prestadora de serviços, ou simplesmente muda de vínculo», explica Pedro Nunes. O próprio número rigoroso de médicos em actividade em Portugal é desconhecido.

Conforme reconheceu o bastonário, há médicos que morrem, mas que os familiares não informam o organismo e outros que já não exercem, mas continuam a pagar quotas como se o fizessem. Dos 38 mil médicos que a Ordem contabiliza, existirão «mil ou dois mil» que não estarão em actividade, segundo as contas de Pedro Nunes.

A Lusa tentou apurar junto do Ministério da Saúde quantos médicos deixaram o SNS nos últimos tempos, mas essa contabilidade ainda não está feita. Segundo as contas de António Correia de Campos, ex-ministro da Saúde e antecessor da actual ministra, Ana Jorge, só no ano passado foram mais de mil os clínicos que deixaram o serviço público, metade dos quais directamente para o sector privado.

Em 2007, o Ministério da Saúde tinha avançado à Lusa que, entre o início de 2006 e Abril de 2007, 943 médicos tinham deixado o SNS, entre reformas e rescisões. Sobre as medidas que a tutela conta levar a cabo para resolver a carência de médicos nos serviços públicos de saúde, fonte do gabinete de Ana Jorge remeteu o anúncio das mesmas para quando for «oportuno».

João, obstetra do Hospital S. Francisco Xavier, onde ajudou a nascer mais de mil crianças, já não acredita. Está desiludido. E decidiu que a sua vida «tem de mudar» e pediu a rescisão do Contrato de Provimento Administrativo que vem renovando há nove anos.

Este vínculo precário, que lhe tem fechado as portas a uma carreira médica, vem funcionando como garantia da presença de muitos médicos nos serviços, sem que efectivamente pertençam ao Estado ou às instituições que servem, acusa.

Sem hipóteses de progressão na carreira, a ganhar cerca de 2000 euros mensais por 47 horas semanais, João tem assistido à saída massiva dos clínicos do seu serviço neste hospital, que inclusive encerrou as portas no final do mês passado por falta de profissionais.

Faltam médicos, os que restam estão desiludidos e reina a desarticulação entre as equipas, principalmente desde que as administrações compram serviços a médicos que ganham por hora muito mais que os profissionais dos hospitais.

Uma das consequências desta situação reflecte-se na formação dos futuros clínicos, já que a falta de médicos e de tempo dos que trabalham não permite o acompanhamento ideal dos internos que estão a especializar-se.

Para isso mesmo alertou o presidente do Conselho Nacional do Médico Interno (CNMI), Rui Guimarães, que sabe de casos de alguns internos que já se queixaram de se sentir «desacompanhados» na sua formação, o que preocupa este organismo.

O aumento dos tempos de espera dos pacientes - como acontece na Maternidade Alfredo da Costa, onde a falta de médicos tem vindo a agravar-se - é outra das consequências desta situação e objecto do crescimento de queixas das utentes, como disse à Lusa a directora do serviço de urgência desta instituição, Clara Soares.

A culpa? Para João, nem os directores de serviço nem os próprios administradores são os grandes responsáveis pela situação, mas sim as tutelas que, sucessivamente, têm como grande objectivo «a diminuição dos gastos com a Função Pública».

E este nem é, para o médico, um mau propósito, mas desde que assumido com transparência e não «à custa de engenharias financeiras». Na prática, os hospitais apresentam menos despesas com pessoal, mas depois gastam mais «ao contratarem outros (ou os mesmos) a preços mais elevados», desde que pagos através de outras rubricas.

«Todos sabem o que se passa», disse, mas «ninguém faz nada», até porque, «bem ou mal, as coisas vão-se fazendo e os números até demonstram que se fazem mais consultas, mais partos, etc.», explicou.

Sobre o «assédio» das empresas de médicos e dos hospitais privados, este clínico alerta: «Com a falta de médicos, não é difícil estes encaixarem-se em qualquer lado» e a ganharem mais. O mais triste, disse, é que «as portas estão permanentemente abertas para os médicos saírem». Alguns aceitam o convite. João sai no fim do mês.

Lusa/SOL

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José Sócrates pede um cheque em branco

O secretário-geral do PS disse, este sábado, num comício do partido em Guimarães, que a «esquerda do passado, imobilista e conservadora, nada tem a oferecer ao país», a propósito das críticas ao novo Código do Trabalho. (TSF)

Calma aí, Zé, que vais muito acelerado. O teu conceito de mobilidade está a chegar demasiado longe. Está a chegar até às zonas mais inconfessáveis da actividade política. Estás a transformar a tua forma de fazer política num autêntico embuste.

Por acaso, os eleitores apreciam que aqueles que são eleitos sejam suficientemente imóveis para que não rasguem as suas promessas eleitorais no dia seguinte à eleição.

O mote da tua última candidatura foi assegurar a governabilidade com uma maioria absoluta. Nunca cheguei a perceber essa necessidade. Se o governo fosse minoritário, haveria certamente muito mais concertação entre as forças políticas, as discussões seriam muito mais vivas, os problemas mais bem analisados. Todos ganharíamos, excepto, eventualmente, aqueles que só sabem governar à maneira de Salazar, isto é, sem compromissos de qualquer espécie.

Este anos, pelos vistos, o mote é a mobilidade. Aquilo que o Zé pensa fazer quando e se for eleito, não pode ser depreendido daquilo que diz hoje, porque é uma pessoa muito móvel. Quando e se for eleito, irá perguntar à OCDE, à Comissão Europeia e à NATO o que tem a fazer, pois não se deixa aprisionar a promessas eleitorais imobilistas.

Eleitores: sai mais um cheque em branco fresquinho pró Zé? Não têm o direito de saber para quê antes da eleição, face ao novo paradigma da política móvel, porém não terão grandes surpresas em saber depois. Simples continuidade relativa ao crescimento da inflacção e dos juros, aos congelamentos salariais, à perda de direitos, à centralização policial, à destruição da justiça e do ensino público, ao intervencionismo na Polícia Judiciária. Em suma, tudo muito imóvel.

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sábado, setembro 20, 2008

Angela Merkel - É preciso regular os mercados

Angela MerkelHá muito tempo que se diz: 'Deixem que os mercados tomem conta de si próprios' e que 'já não há necessidade de mais transparência'.
Hoje já demos um passo em frente, pois são os próprios Estados Unidos da América (EUA) e Reino Unido (RU) a reclamar: 'Sim, precisamos da mais transparência, precisamos de novos padrões para as instituições de regulação'.
Não aceito a visão de que os mercados financeiros se auto-regulam. Aliás, oposeram-se durante demasiado tempo à introdução, pelos governos dos EUA e do RU, de regulamentos para a actividade bancária.
Para além dos regulamentos nacionais, precisamos também de acordos que barrem a especulação financeira irresponsável


Angela Merkel, citada por Deutsche-Weller em 20 de Setembro de 2008

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sexta-feira, setembro 19, 2008

Qual é a espessura do presente?

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M K Bhadrakumar - O desaire de Cheney em Baku

M K BhadrakumarCitando o Kommersant, «Moscovo e Ankara estão a consolidar as suas posições no Cáucaso, debilitando assim a influência de Washington na região». Os sinais já aí estão. Na passada 4ª feira [4 de Setembro] Cheney visitou Baku numa missão cujo objectivo evidente era isolar a Rússia na zona e teve aí desagradáveis surpresas.

Os azeris mudaram a sua tradicional hospitalidade para com os dirigentes estadunidenses que os vistam e receberam Cheney no aeroporto com uma delegação de nível baixo. Além disso fizeram-no esperar quase todo o dia até que, finalmente, Aliyev o recebeu. Isto apesar de Cheney pensar que havia uma química especial entre ele e o dirigente azeri, desde os tempos da Halliburton (Aliyev dirigiu a petrolífera estatal SOCRAM).

Cheney acabou por ocupar o dia em visita à embaixada dos EUA em Baku em conversações com os executivos norte-americanos que trabalham no petróleo, no Azerbeijão. Quando finalmente, Aliyev o recebeu, ao fim da tarde, Cheney descobriu, perturbado, que o Azerbeijão na estava na disposição de conspirar contra a Rússia.

Cheney transmitiu a promessa solene da administração de George W Bush de apoiar os aliados dos Estados Unidos na zona contra o «revanchismo» russo. Expôs a determinação de Washington na actual situação de castigar a Rússia a qualquer preço acelerando o projecto do gasoduto Nabucco. Ma Aliyev deixou claro que não queria ser arrastado numa disputa com Moscovo. Cheney estava profundamente desgostoso e mostrou-o, declinando o convite para o banquete e sua honra. Pouco depois da sua conversa com Cheney, Aliyev falou ao telefone com Medvedev.

A posição do dirigente azeri demonstra que, contrariamente à propaganda mediática estadunidense, a posição firme russa no Cáucaso aumentou o seu prestígio e melhorou a sua posição no espaço pós soviético. Na sua reunião em Moscovo em 5 de Setembro, o CSTO apoiou energicamente a posição russa no conflito com a Geórgia. A 1 e 2 de Setembro, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, fez uma muito significativa visita a Tashkent com o objectivo de melhorar o entendimento russo-uzbeque sobre segurança regional. A Rússia e o Uzbequistão acordaram numa maior cooperação no campo energético, incluindo a expansão do sistema de gasodutos da era soviética.

O Kazaquistão, que apoiou abertamente a Rússia na crise do Cáucaso, está a melhorar as suas companhias petrolíferas adquirindo activos na Europa juntamente com a empresa russa Gazprom. Tudo indica que o Tajiquistão acordou uma expansão da presença militar russa, incluindo a presença de dos seus bombardeiros estratégicos. Mais, a aprovação por parte do CSTO do recente pacote de propostas russas sobre sobre o desenvolvimento de um Tratado europeu (pós NATO) sobre segurança é, no momento presente, um valioso êxito diplomático de Moscovo.

Mas em termos tangíveis o que mais satisfez Moscovo foi a reacção do Azerbeijão às tensões do Cáucaso e ao encerramento temporário do oleoduto Baku-Tbilisi-Ceheyan, enviando as suas exportações para a Europa via oleoduto Baku-Novorossiysk da época soviética. A Cheney não lhe deve ter passado ao lado a ironia de, da noite para o dia, Baku ter passado do oleoduto patrocinado pelos Estados Unidos que evita a Rússia para um oleoduto da época soviética que atravessa o centro da Rússia.

Mais preocupante para Washington é a proposta russa posta em cima da mesa de Aliyev em que Moscovo se propõe comprar todo o gás do Azerbeijão a preços de mercado mundial, uma oferta que as companhias petrolíferas ocidentais não podem igualar. É uma oferta que Baku considerará seriamente dado o pano de fundo do novo panorama regional.

O fracasso total da missão Cheney em Baku poderá, naturalmente, fazer crer a desagradável surpresa de Washington de comprovar que Moscovo desactivou, de facto, a «diplomacia de canhoneira» de Bush no Mar Negro. Como afirmava gravemente o New Tork Times «depois de um aprofundado debate interno, a administração Bush decidiu não fazer qualquer acção punitiva directa [contra Russia] (…), concluindo que tem poucas força se actuar unilateralmente e que seria melhor pressionar para se alcançar um consenso crítico internacional dirigido a partir da Europa».

O secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates, explicou ao New York times que Washington prefere uma abordagem estratégica a longo prazo e «não uma em que actuemos de forma reactiva o que pode ter consequências negativas. Acrescentou cautelosamente: «Se reagimos de forma demasiado precipitada, pode ser que sejamos nós quem fica isolado». O próprio Cheney atenuou a sua retórica inicial de castigar severamente a Rússia. Acredita agora que deve deixar uma porta aberta para melhorar as relações com a Rússia, e que relançar as futuras relações com os estados Unidos é uma solução que deve ser feita pelos dirigentes de Moscovo.

A Turquia parece que já fez a sua escolha. Pela rapidez com que Erdogan invocou a ideia de um Pacto de Estabilidade no Cáucaso, parece que já estava preparada há algum tempo. Não é tão fácil como parece utilizar sempre os factores geográficos e históricos para obter uma vantagem geopolítica. Além disso, como sugere o seu enganador nome, o Mar Negro é agora um irisado mar azul, cheio de delfins brincalhões, mas os piratas e os marinheiros ficaram cativos pela sua aparência negra, quando o cé se abateu sobre eles carregado de nuvens anunciadoras de tempestade.


in M K Bhadrakumar, O Tango dançado entre a Rússia e a Turquia no Mar Negro, O Diário.info, 18 de Setembro de 2008

Tradução de José Paulo Gascão

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quinta-feira, setembro 18, 2008

Ecos de uma bomba ideológica

A palavra capitalismo já vai aperecendo muito timidamente, porém muitos continuam a resguardar-se atrás de eufemismos como mercado livre ou economia de mercado. Respeitamos, as formulações exactas como foram publicadas. A seu tempo, lá descobrirão o resto que já foi dito por Karl Marx no século XIX.
Por outro lado, manifesta-se uma tendência preocupante dos salvíficos monopólios em preferir os negócios directamente com o Estado, em vez de cada um dos eleitores individuais. É mais fácil convencer políticos corruptos sobre a excelência e "interesse social" dos seus produtos ou serviços.
(AF)

Past, present and future

Dei por mim a separar o presente dos outros dois tempos: o Passado e o Futuro.
É que qualquer um deles me pareceu mais concreto do que o primeiro. Senão, vejamos:
É ou não mais palpável, em termos de tamanho, aquilo que já passou ou aquilo que está para vir quando comparado com uma linha imaginária que simplesmente separa estes mundos? É que além da sua mobilidade relativa ser superior, ninguém tem uma recordação do presente ainda que já passado, ou uma visão de um presente...futuro!
Recordações e visões são estáticas e baseiam-se em planos, não em pontos.

Aqui, reparei que a minha percepção possível do presente é variável. Há dias em que o presente se escapa de tão fino. Outros, quando a coisa corre melhor, em que este abarca ligeiramente a sua vizinhança, passada e futura, de tal modo que lhe confere um carácter próprio: A espessura.

Esta sensação de espessura é o único motor mental que permite a interacção ou a participação em jogos cujas regras estão em permanente mudança. Ser o melhor no xadrez é uma questão de tempo e treino. Fazer o melhor da vida... já não é bem assim!

É preciso perguntar:
Onde estão as regras?
Quem as muda?
Quem acompanha este passo?
Qual é a nossa participação neste processo?

Para poder responder a:
Porque é o presente tão fino, às vezes?

Porque há tantas classes de profissionais descontentes?

Porque é a política transformada num espectáculo de circo?

Porquê tanta atenção dada a este circo pelos media?

Porque ficámos dependentes da EURIBOR, pagando o risco do jogo dos outros?


Façamos uma pausa, só por um breve instante. Mas desta vez um instante mais alargado... Aceitemos que o presente pode ser gordo o suficiente para interagirmos com ele. Afastemos os limites, eles que mudem incessantemente. Quando ao que estiver no meio, há de ser suficiente para cabermos lá dentro. Tem de dar pelo menos para ter uma visão.

Ron Chernow

Historiador
Receio que o governo dos EUA tenham ultrapassado a linha de não-retorno. Estamos perante a ironia de uma administração do mercado livre tomar medidas que a maior parte da administrações liberais democráticas nunca teriam tomado, nem nos seus mais negros pesadelos.Ron Chernow

Mario Monti

Ex-director da Comissão Anti-trust da CE
Mario MontiOs adversários do mercado livre na Europa e não só têm agora a excelente oportunidade de invocar o exemplo dos EUA. Dirão que até no farol da economia de mercado, os EUA, a prática contradiz os seus princípios fundamentais. É a primeira vez que isto acontece no coração do capitalismo, o que tem efeitos muito mais devastadores para a credibilidade da economia de mercado.

Bernard Carayon

Jurista do governo francês
As decisões políticas tomadas hoje nos EUA demonstram a necessidade do patriotismo económico. Congratulo-os por isso. Para os evangelistas do mercado, esta é uma lição dolorosa. As economias nacionais entraram numa era em que haverá muito mais regulação e em que os sectores público e privado se embrenharão muito mais.Bernard Carayon


The New York Times, Abroad, Bailout Is Seen as a Free Market Detour,
18 de Setembro de 2008

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quarta-feira, setembro 17, 2008

Ana Luísa Esperança - Carta à Ministra da Educação

recebida por email de Moriae (AF)


Exma. Senhora Ministra da Educação

Um dia destes colocaram, no placar da Sala dos Professores, uma lista dos nossos nomes com a nova posição na Carreira Docente.

Fiquei a saber, Sr.ª Ministra, que para além de um novo escalão que inventou, sou, ao final de quinze anos de serviço, PROFESSORA.

Sim, a minha nova categoria, professora!

Que Querida! Obrigada!

E o que é que fui até agora?

Quando, no meu quinto ano de escolaridade, comecei a ter Educação Física, escolhi o meu futuro. Queria ser aquela professora, era aquilo que eu queria fazer o resto da minha vida. Ensinar a brincar, impor regras com jogos, fazer entender que quando vestimos o colete da mesma cor lutamos pelos mesmos objectivos, independentemente de sermos ou não amigos, ciganos, pretos, más companhias, bons ou maus alunos. Compreender que ganhar ou perder é secundário desde que nos tenhamos esforçado por dar o nosso melhor. Aplicar tudo isto na vida quotidiana.

Foi a suar que eu aprendi, tinha a certeza de que era assim que eu queria ensinar! Era nova, tinha sonhos...

O meu irmão, seis anos mais novo, fez o Mestrado e na folha de Agradecimentos da sua Tese escreve o facto de ter sido eu a encaminhá-lo para o ensino da Educação Física. Na altura fiquei orgulhosa! Agora, peço-te desculpa Mano, como me arrependo de te ter metido nisto, estou envergonhada!

Há catorze anos, enquanto, segundo a Senhora D. Lurdes Rodrigues, ainda não era professora, participava em visitas de estudo, promovia acampamentos, fazia questão de ter equipas a treinar aos fins-de-semana, entre muitas outras coisas. Os alunos respeitavam-me, os meus colegas admiravam-me, os pais consultavam-me. E eu era feliz. Saia de casa para trabalhar onde gostava, para fazer o que sempre sonhará, para ensinar como tinha aprendido!

Agora, Sr.ª Ministra, agora que sou PROFESSORA, que sou obrigada a cumprir 35 horas de trabalho, agora que não tenho tempo nem dinheiro para educar os meus filhos. Agora, porque a Senhora resolveu mudar as regras a meio (Coisa que não se faz, nem aos alunos crianças!), estou a adaptar-me, não tenho outro remédio: Entrego os meus filhos a trabalhadores revoltados na esperança que façam com eles o que eu tento fazer com os deles. Agora que me intitula professora eu não ensino a lançar ao cesto ou a rematar com precisão à baliza, não chego, sequer a vestir-lhes os coletes.

Passo aulas inteiras a tentar que formem fila ou uma roda, a ensinar que enquanto um 'burro' mais velho fala os outros devem, pelo menos, nessa altura, estar calados. Passo o tempo útil de uma aula prática a mandar deitar as pastilhas elásticas fora (o que não deixa de ser prática) e a explicar-lhes que quando eu queria dizer deitar fora a pastilha não era para a cuspirem no chão do Pavilhão. E aqueles que se recusam a deita-la fora porque ainda não perdeu o sabor? (Coitados, afinal acabaram de gastar o dinheiro no bar que fica em frente à Escola para tirarem o cheiro do cigarro que o mesmo bar lhes vendeu e nunca ninguém lhes explicou o perigo que há ao mascar uma pastilha enquanto praticam exercício físico). E os que não tomam banho? E os que roubam ou agridem os colegas no balneário?

Falta disciplinar?

Desculpe, não marco!

O aluno faz a asneira, e eu é que sou castigada? Tenho que escrever a participação ao Director de Turma, tenho que reunir depois das aulas (E quem fica com os meus filhos?). Já percebeu a burocracia a que nos obriga? Já viu o tempo que demora a dar o castigo ao aluno? No seu tempo não lhe fez bem o estalo na hora certa?

Desculpe mas não me parece!

Pois eu agradeço todos os que levei!

Mas isto é apenas um desabafo, gosto de falar, discutir, argumentar com quem está no terreno e percebe, minimamente do que se fala, o que não é, com toda a certeza, o seu caso.

Bastava-lhe uma hora com o meu 5ºC. Uma hora! E eu não precisava de ter escrito tanto! E a minha Ministra (Não votei mas deram-ma. Como a médica de família, que detesto, mas que, também, me saiu na rifa e à qual devo estar agradecida porque há quem nem médico de família tenha - outro assunto) entendia porque não conseguirei trabalhar até aos 65 anos, porque é injusto o que ganho e o que congelou, porque pode sair a sexta e até a sétima versão do ECD que eu nunca fui nem serei tão boa professora como era antes de mo chamar!·
Lamento profundamente a verdade!

Ana Luísa Esperança

Viana do Castelo

PQND da Escola EB 2,3 Dr. Pedro Barbosa

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Problemas | Teoremas

Américo TavaresCaro Américo Tavares

Aos meus ouvidos chegaram rumores de que o blog problemas | teoremas estaria em risco de terminar. Se ainda estiver a tempo de reverter essa perspectiva sombria, permita-me dizer das minhas razões porque considero importante que aconteça o contrário.

Vivemos numa fase de alguma confusão. Estou em crer que passageira. Pessoas válidas em todos os domínios resguardam-se da exposição pública, deixando o terreno livre. Imediatamente um poletão de incompetentes vem ao terreiro com uma algazarra inaudível, apresentar-se como os verdadeiros especialistas.

O blog a que deu vida afastou-se salutarmente da mediocridade estridente. Colocou corajosamente questões difíceis a todos nós. Confrontou-nos com as nossas próprias limitações. Em cada um dos artigos, deixou antever uma disciplina mental que só amadurece num tempo prolongado. Constitui um evento único no panorama da blogosfera portuguesa, que a enriquece singularmente. Era meu desejo que escritos com nível equiparável estivessem disseminados amplamente, também noutros domínios, com a convivialidade interactiva que os blogs proporcionam. O exemplo de problemas | teoremas pode expandir-se. Alguns distraidos, mas que partilham interesses em Matemática - todos sabemos a facilidade com que estas pessoas se distraem - poderão ainda vir a descobri-lo e a enriquecê-lo. É provável que o façam, se a janela temporal de actividade do blog for compatível com a ocorrência dos acontecimentos raros.
Os exemplos de esforço intelectual não se propagam ao ritmo dos exemplos de desleixo. Quisera eu que também tivessem a sua oportunidade.

Um grande abraço

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Willem Buiter - O fim do capitalismo americano tal como o conhecemos

Da financialização da economia até à socialização das finanças. Um pequeno passo para os juristas, um passo gigantesco para a humanidade.Willem Buiter


Financial Times,
The end of American capitalism as we knew it
, 17 de Setembro de 2008

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terça-feira, setembro 16, 2008

A derrota das maiorias

Mensagem recebida por e-mail e que me parece oportuno colocá-la neste espaço. (MR)

Reencaminhem para atingir os 140 000 mil professores e educadores

A DERROTA DAS MAIORIAS


O governo governa com a maioria e não com as manifestações da Rua, diz o Sr. Primeiro Ministro. É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação.

Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novo estatuto da carreira docente e das três o PS votou contra suspensão.

As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras que produzem riqueza saem sempre a perder. É fácil para quem tem vencimentos chorudos vir à televisão pedir para que apertemos o cinto.

Colegas, chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse menos de 1% do votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e nunca teria tido a coragem de promover esta enorme afronta aos professores.

Somos 150.000, o equivalente a 3% dos votos nacionais expressos. Se nas próximas eleições, que são dentro de um ano, todos os professores votarem em massa em todos os partidos, excepto no PS, este partido nunca mais volta a ter a maioria e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos professores.

Colegas, quem foi capaz de ir do Minho, Trás-os-Montes, Algarve, Madeira e Açores a Lisboa, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS.

Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer à esquerda do PS, é só escolher, maiorias nunca mais.

Os professores, para além de terem a capacidade de retirarem a maioria ao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que os professores convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos seus filhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 500.000, foram os votos que o PS teve a mais que a oposição.

Os professores estão pela primeira vez unidos, esta união é para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em contacto permanente uns com os outros.

Senão vejamos, esta mensagem vai ser enviada a cinco colegas. Se cada um dos colegas enviar a mais cinco dá 25. Se estes enviarem a mais cinco dá 125. Se estes enviarem a mais cinco dá 625. Se estes enviarem a mais cinco dá 3.125. Se estes enviarem a mais cinco dá 15.625. Se estes enviarem a mais cinco dá 78.125. Se este enviarem a mais cinco dá 390.625, isto é, o dobro dos professores que há em Portugal.

À sétima vez que esta mensagem for reenviada todos os colegas ficarão a saber a informação que ela contém.

Começou oficialmente a campanha eleitoral dos professores contra o PS: VOTA À DIREITA OU À ESQUERDA! NÃO VOTES PS!

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segunda-feira, setembro 15, 2008

Porque razão a dívida da França não será reembolsada

Nota à margem: seria muito interessante observar como o paladino do "interesse geral acima das classes" (representado pelo Governo), o distinto Vital Moreira, se pronunciaria sobre este caso de manifesta subserviência política dos interesses dos cidadãos à lógica privada. Se não fosse demais, pretender que tão primorosa figura desviasse um pouco a sua atenção dos professores ou do sindicalismo, aos quais só consegue referir-se nestes tempos repetindo as ladainhas que foi repescar ao corporativismo de Salazar. (AF)

Já ouviu falar do artido 104 do Tratado de Maastricht? Se não for o caso, o melhor é interessar-se pelo assunto. Passou despercebido pelos meios de informação, e contudo não data de ontem...

Este artigo - treasnformado em artigo 123 do Tratado de Lisboa - estipula que os Estados membros da Comunidade Europeia já não dispõem do direito de se endividarem junto dos bancos centrais, antes têm a obrigação de se endividarem junto dos bancos privados, suportando os juros muito elevados. Antes, os empréstimos concedidos aos países não eram sujeitos a juros, apenas o montante do empréstimo era reembolsado.
Depois, os banqueiros tomaram o controlo de grande parte da "criação de dinheiro" conluiados com personagens políticas sufragadas para nos representarem, para nos protegerem, em todos os sentidos da palavra.

Resultado: os bancos privados em questão geram lucros colossais graças aos nossos impostos! E a dívida pública não cessa de crescer inexoravelmente ao longo do tempo.

A França está sobre-endividada, ninguém o desmente (déficit oficial, 2000 milhões de euros!) Se se tratasse de uma empresa privada, há muito que estaria na bancarrota. Portanto, para tapar os buracos nas caixas, para manter a aparência desta grande, próspera e potente nação que foi outrora, a França reclama fundos à banca privada, que são obtidos imediatamente, pois o negócio é sunarento para estes credores. Não conseguindo equilibrar a balança de pagamente ano após ano, deve endividar-se novamente. Em primeiro ligar, para fazer funcionar o país; em segundo lugar, para reembolsar os empréstimos anteriores; em terceiro lugar, para pagar os juros da dívida anteriores, com uma percentagem indecente. E assim em diante... Este é um círculo vicioso infernal! Finalmente, esta anarquia gera um efeito inflaccionista nefasto.

Claro que este artigo consta do Tratado de Lisboa, ou "Tratado Simplificado". Sabeis, este tratado que nos quiseram impor a todo o custo, quer o queiramos quer não. Não perderam um segundo para tentarem desembaraçar-se desta esclada que tem aproveitado por décadas os coleguinhas dos lobbies financeiros.

No vídeo aqui citado, Etienne Chouard - durante a Conferência no Intituto de Estudos Políticos de Aix-en-Provence - explica como nos nosso dirigentes montaram este sistema financeiro que torna enxangue a economia de certos países europeus. A dívida não é uma espécie de destino, é uma consequência de políticas desastrosas. Estas foram concebidas e realizadas com o objectivo, entre outros, de enriquecer os novos senhores à custa dos cidadãos.

Penso que aqueles que ainda acreditam nos nossos dirigentes políticos - que há décadas desempenham o papel de replicadores de políticas alheias - aqueles que pensam que os nosso pdirigentes encarnam seres responsáveis e altruistas, eleitos para o bem das pessoas, para quem acredita nisso, o despertar arrisca-se a ser brutal. A democracia morreu há muito tempo, é necessário tomar conscincia disso...

http://www.dailymotion.com/video/x5swz0_maastricht-article-104_news

Aleth, 15 de Stembro de 2008

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Ainda o 11 de Setembro

Tenente Coronel Robert Bowman, Doutor em Aeronáutica e Engenharia Nuclear
Muitas das peças de informação, quando consideradas em conjunto, provam que a teoria oficial da conspiração do 11 de Setembro é uma mixórdia (hogwash). É impossível.
Há um segundo grupo de questões relacionadas com a cobertura jornalística. Juntando tudo, prova-se que a alta hierarquia do nosso governo não pretendeu que conhecêssemos os factos e de quem foi a responsabilidade. Quem ganhou com o 11 de Setembro? Quem encobriu factos cruciais sobre o 11 de Setembro? E quem publicou em primeira mão histórias notoriamente falsas sobre o 11 de Setembro? Quando combinamos as respostas a estas três questões, penso que fica muito claro que são indivíduos altamente colocados na administração e que todos os caminhos apontam para Dick Cheney.
Sou um piloto interceptador de aviões de longa data. Conheço os métodos. Já os cumpri. Sei quanto tempo demoram. Conheço as regras... Alguns críticos da inabilidade do governo afirmaram: "Todos sabiam, mas nada fizeram." Ora, isso não é verdade. Se o nosso governo nada tivesse decidido nesse dia, e deixasse correr os procedimentos normais, aqueles aviões, quaisquer que fossem, teriam sido interceptados, as Torres Gémeas ainda estariam levantadas e milhares de americanos que morreram ainda estariam vivos.
Jeff DahlstromTenente Jeff Dahlstrom, Antigo piloto da Força Aérea
Quando se deu o 11 de Setembro, acreditei em toda a linha na história contada pelo governo e pelos media. Toda a vida fui um conservador e republicano, havia votado em Bush e Cheney por duas vezes. Após rever uma noite o filme de Oliver Stone sobre a morte de John Fitzgerald Kennedy, comecei a pesquisar a verdade sobre os seus assassinos.
As minhas pesquisas conduziram-me a uma questão muito mais importante e actual: o mistério sobre o que aconteceu realmente a 11 de Setembro. Tudo o que parecia real, verificou-se ser uma falsidade. O governo dos EUA e os jornais de notícias, mais uma vez, mentiram ao mundo sobre os verdadeiros terroristas e perpetradores do assassínio de 2972 inocentes naquela data.
O Patriot Act foi, de facto, escrito antes do 11 de Setembro, com a intenção de destruir a Constituição dos EUA e a Emenda sobre os Direitos. Foi aprovada pelo Congresso, com fundamento no mito sobre o 11 de Setembro apresentado pelo governo, que foi de facto um embuste montado. O 11 de Setembro foi planeado ao pormenor e executado por elementos párias do exército, da Força Aérea, das forças de espionagem e de empresas privadas contratadas pelo governo dos EUA.
Além de limitar severamente os direitos fundamentais dos cidadãos, o crime do 11 de Setembro foi depois usado pela administração, que eu havia apoiado anteriormente, para justificar o alastramento da guerra preventiva (e, muito provavelmente, da terceira guerra mundial), matando mais de 4500 soldados dos EUA, e matando para cima de um milhão de inocentes afegãos e iraquianos.
Foi tudo premeditado. Alta traição, uma operação militar injustificada e o escamoteamento da verdade perante povo americano foram cometidos pelos funcionários do governo dos EUA ao mais alto nível e nem uma só pessoa responsável por estes crimes ou pelo seu encobrimento foi ainda indiciada para julgamento nos últimos seis anos.
Após ter lido quinze obras de pesquisa bem documentadas, estudado oito ou nove documentários em DVD e dedicado meses de pesquisa pessoal, cheguei a uma conclusão definitiva: o governo dos EUA e a Constituição deste país foram feitos reféns e subvertidos por um grupo de criminosos que são hoje os verdadeiros terroristas. Eles controlam o governo dos EUA e todos violaram os seus deveres de funcionários ao cometerem traição contra os cidadãos do seu próprio país.
Capitão Daniel Davis, ex-oficial da Defsa Aérea dos EUA, Presidente do Conselho de Administração da Turbine Technology Services CorporationDaniel Davis
Como antigo especialista de turbinas e gestor e presidente de uma empresa do sector, posso garantir que não existe qualquer dispositivo de alta tecnologia nem liga para motores destinados a altas temperaturas que pudessem ser inteiramente destruidos, queimados, vaporizados ou fundidos em qualquer um dos quatro embates do 11 de Setembro. Amachucados sim, porém, não destruidos. Onde estão todos estes motores, em particular o do Pentágono? Se um avião a jacto tivesse embatido no 11 de Setembro, estes motores, assim como porções das asas e da cauda estariam lá. Além disso, pela minha experiência como oficial da North American Aerospace Defense Command (NORAD) como ex-director táctico da Defesa Aérea em Chcago-Milwaukee e actual piloto privado assevero que não há a mínima possibilidade de um avião em vôo registado (todos os vôos comerciais são IFR) não ser interceptado após ter sido desviado do seu plano de vôo, desligados os seus transponders, interrompidas as suas comunicações com a Torre de Controlo de Tráfego Aéreo. Nem pensar! Com muito má sorte, talvez um pudesse esgueirar-se, mas de modo algum todos.
Finalmente, sobrevoar um monte e uma auto-estrada e espatifar-se no Pentágono exactamente na linha de de união da parede com o solo é difícil até com um pequeno e lento avião, com um 757 é quase impossível. Talvez o melhor piloto do mundo o conseguisse, mas nunca estes "terroristas" impreparados. Tentar obscurecer estes factos, chamando-os "Teoria da Conspiração" não altera a verdade. Há algo podre nos Estados Unidos.

Estes e outros depoimentos podem ser consultados em inglês, aqui.

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quinta-feira, setembro 11, 2008

11 de Sembro de 2001 - Percepção dos acontecimentos

  1. No interior dos EUA: 400 ingénieurs et architectes américains s’interrogent sur les vraies raisons de l’effondrement des 3 tours du WTC.

  2. No exterior dos EUA: 9/11 Rumors That Become Conventional Wisdom

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quarta-feira, setembro 10, 2008

A democracia defende-se nas escolas

(Imagens do Público de 10 de Setembro de 2008)

Fatima GomesFrancisco Santos
Isabel SantosMauricio Brito
Olinda GilPaulo Guinote

Com o início do ano lectivo, em cada nova reunião, os campos vão-se demarcando. Face a uma ofensiva governamental que procura estilhaçar a dignidade dos professores e criar obstáculos para que a escola funcione, sempre há os que procuram, na nova situação, somar dividendos. Começam já a mostrar as unhas, porém, a voz sai-lhes embargada pela natureza inconfessa dos objectivos, senão mesmo pela incerteza dos resultados. Facilmente se exaltam, perdem as estribeiras. As suas hipóteses assentam na sua capacidade de se transformarem em retransmissores do medo. O mesmo medo, muito medo, que Maria de Lurdes Rodrigues tem tentado espalhar pelas escolas. Só que não gozam, como ela, do conforto de um quartel-general, estão expostos às duras vicissitudes do campo de batalha, onde todas as dúvidas são legítimas. Como tanta papelada burocrática, visivelmente, só pode retirar disponibilidades para a dedicação às aulas, essas dúvidas, além de legítimas, são muitas, entre os professores. Cada dúvida transforma-se numa bala no caminho dos adesivos. Não há, no mundo, inteligência suficiente para harmonizar o trabalho de um professor com o papel de burocratas a tempo inteiro em que o ministério os quer ver reduzidos. Logo, a voz destas caixinhas de ressonância embarga-se em justificações esfarrapadas, ou altera-se num insulto ou gritaria. Quem por aí decide caminhar, já dispensou o uso da inteligência algures pelo caminho. Esse é o sinal claro, melhor mesmo, o sinal esperado, por quem não baixou os braços e resolveu aceitar o combate. É o prelúdio da vitória, pois esta, como outras batalhas políticas, será vencida somente com inteligência. É a altura para baixar o tom de voz e falar muito devagarinho, acentuando a pertinência do ponto em dúvida e a necessidade do seu cabal esclarecimento, sempre com sentido naqueles outros professores, que são muitos, que anseiam por vislumbrar uma luz no fundo do túnel. Naqueles muitos que ainda não se atreveram a exprimir qualquer opinião, mas que estão expectantes quanto ao rumo dos acontecimentos. Com eles, existe uma sólida base de confiança para derrotar a asfixia da escola engendrada por este governo. É preciso acreditar nisso, pois não há heróis, quando muito o despertar de uma consciência mais ampla do que cada um é capaz de fazer para melhorar a sua sorte profissional.
A gigantesca máquina governamental procura espalhar a confusão sobre a real situação. Ignora que os portugueses tomam os professores entre as classes profissionais mais prestigiadas, enquanto os responsáveis governamentais rastejam no lugar dos lanternas vermelhas na escala de credibilidade. Criam apaniguados para dar uma falsa imagem dos anseios dos pais dos alunos. Distorcem estatísiticas e, pior ainda, distorcem mecanismos administrativos para condicionar os resultados a miragens estatísticas pré-definidas. Abusam da demagogia, ao apelidarem os críticos das suas mistificações de gabinete de vulgares cínicos, que só se comprazem com o desaire educativo. Tudo isto com a máxima impunidade que o desigual acesso aos meios de informação permite. Aos professores cabe hoje desfazer todos esses equívocos. Defendendo a sua profissão, defendem também as aspirações dos alunos e as esperanças dos portugueses. Não será uma tarefa fácil. Não devem, porém, sentir-se sozinhos. Há muitos que acompanham essa luta. Eu estou entre eles.


Zeca Afonso: Os eunucos
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Som: Voz do seven

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