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quarta-feira, outubro 28, 2009

O socialismo do idoso

O tema de hoje, é a discriminação que é imposta ao idoso no estado social, no momento em que fica viúvo (ou viúva).

Os governantes apreciam muito dissertar acerca dos porcentos de desconto nos medicamentos genéricos, e a populaça gosta de ouvir que afinal o seu voto foi parar àquela gentinha que é tão sensível aos seus verdadeiros problemas e expectativas.

Para efeitos de pagamentos de pensões, o estado social não distingue se o viúvo é arrendatário, ou o proprietário da residência que habita.

Mas para efeitos de impostos, que é um assunto de natureza muito mais íntima e reservada, aí a conversa é completamente diferente, e o estado social revela com a maior nitidez a sua natureza sinistra e implacável.

Se o viúvo é arrendatário, isto é, se anda a pagar a sua renda ao desgraçado do senhorio, aí está o estado social a apresentar-se como campeão do socialismo do idoso, condicionando a actualização da renda aos magros porcentos que são publicados anualmente na tabela anexa.

Mas se o viúvo se sacrificou a adquirir a sua própria habitação na expectativa legítima de usufruir de uma maior segurança nos anos vindouros, aí o caso muda completamente de figura, porque os impostos cobrados pelo estado não têm nada a ver com a tabela que é indexada aos particulares.

Ocorrendo o óbito de um dos cônjuges, o que se passa é que o viúvo é considerado herdeiro do património do casal, e aí temos a ocasião propícia para actualizar a avaliação do património.

O resultado é que os impostos podem ser multiplicados por dez de um ano para o outro, independentemente do viúvo ter ou não capacidade financeira para suportar esse aumento.

Mas o socialismo do idoso tem ainda um mecanismo que revela com requintes de malvadez a sua natureza verdadeiramente sinistra. Ao actualizar a avaliação do património, para efeitos de aumentar os impostos, o estado dá-se ao luxo de obrigar o viúvo a voltar a pagar o imposto do ano anterior, que já se encontrava pago, deduzindo-lhe o valor que já tinha sido pago antes da avaliação ser feita.

E isto, é se o viúvo possui apenas a casa que habita, porque se por acaso ele for senhorio de dois inquilinos, aí esse aumento dos impostos sobe de dez para trinta vezes, numa espiral que é capaz de esmagar sem contemplações, qualquer que seja a esperança legítima de um final de vida com alguma dignidade.

É o socialismo com o dinheiro do outro…

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terça-feira, outubro 27, 2009

Iliteracia funcional

imagem picada daqui

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segunda-feira, outubro 26, 2009

Teresa Forcades - Campanas por la gripe A

CAMPANAS POR LA GRIPE A from ALISH on Vimeo.



Fonte: Alish
(Grato a CRN pela chamada de atenção)

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Tabagismo passivo

domingo, outubro 25, 2009

Olavo Bilac

Operação pandemia




O vídeo explica que a gripe aviaria e a gripe porcina provocaram uma forte mobilização dos governos, da OMS e dos média, para no final se soldar por um número mínimo de vítimas.

O documentário propõe que os motivos por detrás dos fortes investimentos públicos em vacinas não verdadeiramente motivados pelo interesse público, mas resultam de um caso de delito de iniciados já que Bush, o então presidente dos EUA, e Donald Rumsfeld têm interesses nas companhias que produzem vacinas contra a gripe, companhias avantajadas por este tipo de investimentos.

Para além disso o documentário sugere que a vacina é na realidade tão ou mais perigosa do que o vírus, por causa dos seus efeitos secundários.

Por fim, o documentário também questiona o interesse dos média por estas epidemias, já que elas causam bastante menos mortos do que doenças ignoradas por eles (malária, diarreia/cólera?).

Na minha opinião, o documentário tem razão em certos pontos, mas é fundamentalmente desonesto no seu tratamento do assunto e nas suas conclusões.

O problema mais grave do documentário é que ele ignora a verdadeira razão pela qual as epidemias de novas estirpes da gripe são notícia: o potencial mortífero que elas acarretam. A gripe de 1918 foi a epidemia mais rápida e mortal de que há memória, com um número de vítimas estimado entre 50 e 100 milhões de mortos [1](segundo as estimativas mais modernas que tomam em conta não só os países desenvolvidos da época, mas o mundo inteiro). Cerca de 500 milhões de pessoas foram infectadas (um terço da humanidade na altura). Com este género de números, a gripe de 1918 até foi mais mortífera do que a Peste Negra da idade média (com um número de mortos estimado a 34 milhões, ao longo de décadas). Estima-se que em 25 semanas a gripe de 1918 matou tanta gente como a SIDA em 25 anos. Para além da gripe de 1918, também houve outras pandemias desde então que causaram milhões de mortos, apesar de não terem sido tão mortíferas quanto a de 1918.

Ignorar este ponto fundamental invalida por completo o documentário. Não foi o Bush ou o Rumsfeld que inventaram a gripe de 1918, e o medo que o vírus da gripe provoca está bem para além das capacidades de propaganda dos dois.

Também não é porque o Donald Rumsfeld tem interesses no Tamiflu que a maior parte dos governos do planeta têm planos de emergência quanto às epidemias de gripe, mas sim porque este vírus altamente mutável e infeccioso demonstrou de maneira repetida ser extremamente perigoso.

O documentário também é desonesto quando questiona o relevo dado pelos média à questão: não se fala da malária ou da cólera porque são problemas conhecidos, compreendidos e controlados (no sentido que só estão em perigo populações marginalizadas e destituídas). A própria gripe clássica não é novidade, não por não ser perigosa (meio milhão de mortos por ano no mundo [2]), mas porque os riscos causados por ela foram compreendidos e integrados pela sociedade. Uma nova estirpe de gripe pelo contrário é um perigo potencial para toda a gente sem distinção de clima ou de posição social. Se isto não é um motivo de notícia, então nada será. Por outro lado, quando a nova estirpe demonstra ter uma fraca mortalidade, então desaparece das notícias, como aconteceu com a H5N1 (e o que mostra que não são o Bush e o Rumsfeld que condicionam a cobertura dos média, mas simplesmente o risco potencial desses vírus).

Argumentando pelo absurdo, porque é que este documentário não critica os média por não falarem da morte? Apesar de tudo, a morte é 100% mortal, e nós vamos todos morrer. Porque é que as notícias não têm a palavra morte em primeira página de todas as suas edições? Para ser notícia, o perigo tem de ser desconhecido, novidade, descontrolado. Sem esses elementos, não aparecerá nas notícias. Se nem a morte o consegue, quanto mais a malária (aliás, a malária volta a ser notícia quando se manifesta em novas áreas, por causa das mudanças climáticas).

Por outro lado, o documentário utiliza as figuras impopulares de Bush e Rumsfeld para sugerir que os meios despendidos contra a epidemia são uma burla. Este tipo de argumentos está errado por várias razões:
  • Bush e Rumsfeld são figuras públicas, e pela natureza das suas actividades compreendem as vantagens potenciais em investir em companhias farmacêuticas como aquelas que produzem to Tamiflu. Se o Bush investir em equipamento de segurança automóvel será que cada campanha de prevenção rodoviária vai ser suspeita de ser uma manipulação de Bush?
  • Nem o Bush nem o Rumsfeld inventaram o H1N1, ou o H5N1.
  • Como já disse, montes de países onde B&R não têm a mínima influência também investiram em programas de prevenção.
etc...

O documentário também adopta outra linha de raciocínio que está completamente errada: dá a entender que no fim de contas as gripes aviária e porcina não representaram um perigo significativo e que portanto os custos e alarido gerados foram desnecessários e deveriam ter sido evitados.

O elemento evidente que este argumento ignora é a falta de conhecimento existente no momento em que as decisões têm de ser feitas, ou comentadas pelos média. Um governo TEM de preparar campanhas de vacinação antes de saber se a pandemia vai ser mortífera ou não. Se esperar que os mortos se amontoem, a sua acção será muito mais tardia, e os custos em perdas humanas serão várias ordens de magnitude mais elevados. Um governo que agisse dessa forma seria correctamente alvo de indignação por parte da população. As pessoas que fizeram o documentário sabem perfeitamente isto, mas pelos vistos escolheram ignorar esse facto essencial, mais um caso de desonestidade.

A crítica do documentário seria equivalente a dizer que não deveria construir a minha casa segundo as normas sísmicas vigentes, porque depois de viver dez anos nela, para depois ter de mudar de casa, ainda não ter sofrido nenhum abalo. É evidente que eu não podia saber que não haveria nenhum tremor de terra enquanto que eu habitasse a casa, e concluir que respeitar as normas sísmicas foi um mau investimento é estúpido, porque uma política de investimento responsável tem em conta os riscos potenciais, e não se contenta em esperar que tudo correrá bem.

Senão chegaríamos a conclusões ridículas: peguemos na Turquia como exemplo: é uma região muito activa tectonicamente. Durante as últimas décadas houve vários tremores de terra que causaram a morte de dezenas de milhares de pessoas. Segundo os argumentos do documentário, as pessoas que não construíram segundo as normas de segurança sísmica e morreram são idiotas. Os que construíram respeitando as normas de segurança sísmica fizeram um bom investimento, mas aqueles que melhor investiram foram os que não respeitaram as normas de segurança, mas cuja casa não lhes caiu em cima!

Há um ponto sobre o qual eu estou de acordo com o documentário:

existe o risco de as pessoas entrarem em pânico e começar a comportar-se de maneira irracional. Hoje em dia sabemos que a mortalidade da gripe porcina é fraca, e que a taxa de mortalidade é comparável à gripe clássica. Tendo isto em conta, é questionável proceder a uma vacinação extensiva da população, porque os efeitos secundários da vacina, mesmo se pouco frequentes, acabam por ter custos que ultrapassam os benefícios quando o número de pessoas vacinadas é muito maior do que aquelas de que realmente precisam da vacina.

Mas isso é o que sabemos agora, e esta conclusão pode mudar se aparecer uma nova mutação que aumente significativamente a mortalidade da doença. Ora os governos têm de tomar decisões em circunstâncias em que a informação é mais escassa, e é normal que pequem por cautela do que o contrário.

No que me diz respeito, eu vacinei-me contra a gripe clássica (como o faço cada ano), mas não prevejo vacinar-me a mim ou o meu filho (de 17 meses) contra a gripe porcina. Se ele estivesse fragilizado fisicamente, a questão seria diferente, mas nestas condições acho que não vale a pena fazer essa vacinação, que foi desenvolvida para um contexto de pandemia e que portanto activa mais o sistema imunitário e é menos testada do que a vacina clássica.

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Resistência

sábado, outubro 24, 2009

O bom, o mau e o vilão

Quatro minutos de puro deleite...

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sexta-feira, outubro 16, 2009

Rauni Kilde - A gripe A

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quinta-feira, outubro 15, 2009

Angola - Palanca Preta Gigante

Angola, Palanca Preta Gigante

Cláudio Ferrão enviou-nos esta peça da imprensa angolana, cujo autor se identifica no texto, sobre um plano de revitalização das populações de Palanca Preta Gigante, ao abigo de um acordo de compensações firmado com empresas petrolíferas.

Reportagem: Texto e imagens.

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sábado, outubro 10, 2009

Uma alternativa às escadas rolantes

segunda-feira, outubro 05, 2009

Jean-Claude Bonno, o Homem que devorou uma Orquestra


Jean-Claude Bonno é um artista famoso por imitar instrumentos musicais. Neste registo de 1987, Bonno imita os seguintes instrumentos: violino; banjo; guitarra; harmónica; acordeão; e saxofone.

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