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quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Madeira - Inundações e aluimentos

Madeira
(clique sobre a imagem para ampliar)


A 20 de Fevereiro de 2010, uma chuva torrencial inundou a ilha portuguesa da Madeira. Água, rocha e lama deslizaram pelas vertentes escarpadas da ilha e atingiram as ruas do Funchal e de outras cidades da costa Sul da ilha, a mais densamente povoada. Com as inundações, pelo menos 42 pessoas morreram e 13 continuam desaparecidas, segundo informação de 23 de Fevereiro.

Duas características sobressaem da topografia desta parte da Madeira: montanhas elevadas e valas profundas. Ambas são evidentes na imagem, e ajudam a compreender a dimensão das inundações. A ilha da Madeira apresenta declives elevados desde a costa no Oceano Atlântico, estando o seu pico mais elevado a uma altitude de 1862 metros. As escarpas do terreno descarregam as águas que caem das montanhas para a costa, quando ocorrem chuvadas extremas, como a que atingiu a ilha a 20 de Fevereiro; os aluimentos nestas condições são inevitáveis.

Valas profundas determinam o curso normal das águas no seu caminho para a costa. As manchas escuras da foto denunciam a posição dessas valas iluminadas pelo Sol da madrugada.

Três rios correm das montanhas para a cidade do Funchal. As valas que trazem dois destes rios são nítidos na imagem. Estes rios estão alinhadas com algumas das estradas principais da cidade e juntam-se num "V" na zona do porto.

Fonte: Earth Observatory



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domingo, fevereiro 21, 2010

Rosa Vaz - Uma artista de Angola

Rosa Vaz

(Clique na imagem para ampliar)

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quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Extracção da Raíz Cúbica


Apresento a seguir um método bastante prático para extrair a raiz cúbica de um número decimal.
Por razões de simplicidade, neste caso vou apresentar o quadro completo logo de início, e seguidamente passarei aos detalhes da execução.

O método consiste em construir um quadro a cinco colunas, como se apresenta acima.


No exemplo indicado pretende-se extrair a raíz cúbica do número 33077, com o resultado final representado por 32,1 x 32,1 x 32,1 + 0,839 = 33077,000.
Começamos então por traçar um quadro a cinco colunas, onde colocamos o número dado na quarta coluna, tendo o cuidado de colocar a parte decimal do mesmo, se houver na quinta coluna. Além disso, iremos agrupar os algarismos em grupos de três, a contar sempre a partir da vírgula decimal, tanto para a esquerda (parte inteira) como para a direita - parte decimal.
Completamos a preenchimento desta primeira linha com a referência y2, indicando que iremos calcular o quadrado de um número, utilizei y em vez de x para não confundir com o sinal de vezes que aparece noutros locais; a referência x3 significa que iremos multiplicar qualquer coisa por três, e o mesmo para x100.
Na segunda linha temos uma multiplicação por 30 somada com qualquer coisa, a seguir um certo produto, a seguir uma soma.
O cálculo começa com a obtenção do --> 3, resultado da extracção da raíz cúbica inteira de 33, e a colocação do correspondente 27 que é o maior cubo que cabe em 33. Colocamos o 3 no espaço indicado entre (parêntesis), indicando que a contrução deste campo irá evoluir até se alcançar o resultado final.

A parte que se segue é repetitiva, por isso separamos a obtenção de cada um dos restantes dígitos do resultado, com traços horizontais.
Em primeiro lugar fazemos a diferença de 27 para 33, obtendo o 6 que será completado com os três algarismos seguintes do número dado, indicado na primeira linha, cujo resultado é o 6077 que no fundo, é o resto que fica depois de elevar ao cubo o trinta que já tenho.
A primeira linha desta etapa consiste em calcular o 9, que é o quadrado do (3), seguindo-se o 27, que é o triplo do 9, e multiplicando este valor por 100, conforme indicado nas mesmas colunas da primeira linha.
Obtido o 2700, faz-se a divisão inteira do 6077 por 2700, produzindo o --> 2 que há-de ser o segundo algarismo da raíz cúbica, se tudo correr bem.
Este --> 2 é adicionado ao produto de 30 pelo três que já tenho no resultado, produzindo o 92.
O mesmo --> 2 multiplica pelo 92 da primeira coluna, produzindo o 184;
E este 184 á adicionado ao 2700 da terceira coluna, produzindo o 2884, conforme se encontra indicado na segunda linha para proceder.
Seguidamente multiplico o 2884 pelo mesmo --> 2, resultando o 5768 da quarta coluna que completa esta segunda etapa.
Como o resultado obtido é inferior ao 6077 que lhe fica acima, fica confirmado o --> 2 como segundo algarismo do resultado, o qual será inscrito a seguir ao (3) da segunda linha da quinta coluna.

Na terceira etapa segue-se o mesmo procedimento, fazendo a subtracção indicada na quarta coluna para obter o 309, que será completado por três zeros já que, no nosso caso, o número dado não tinha parte decimal.
Na primeira coluna calculo o quadrado do (32) que já tenho, obtendo o 1024, multiplico o mesmo por três, obtendo o 3072, e finalmente multiplico o mesmo por 100, tendo agora o cuidado de passar estes dois zeros para o lado direito do traço separador, uma vez que os zeros que se baixaram no 309 também se encontram à direita do respectivo traço.
A seguir faço a divisão inteira destes dois números, mas considerando-os como inteiros o que corresponde à --> 1 unidade que irá utilizar-se para construir a linha seguinte.
Multiplicando o (32) que já tenho por 30 e adicionando-lhe a --> 1 unidade, obtenho o 961.
Este 961 multiplicado por --> 1 corresponde ao 961 da segunda coluna, e será adicionado ao 307200 considerado como inteiro, produzindo o 3081,61 que figura na terceira coluna.
E este 3081,61 será multiplicado por 0,1 que é o significado decimal desta --> 1 unidade, para efeitos de proceder à subtracção final do número que lhe fica acima.

Confirmado este algarismo --> 1, posso acrescentá-lo ao (32) para produzir o resultado final, e obter o resto como 0,839 que é indicado na tabela.

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quarta-feira, fevereiro 17, 2010

A extracção da Raiz Quadrada

A extracção da raiz quadrada foi um dos temas que foi contemplado com a invasão do ensino público pelo eduquês.
Não me conformando com a substituição da algoritmia pela máquina de calcular, apresento aqui uma representação deste algoritmo que se revela bastante simples e sistemática, embora algo diferente daquela que aprendi nos idos do meu tempo escolar, isto embora a lógica seja a mesma.

Interessou-me particularmente este exemplo numérico, para efeitos da exposição do cálculo.

Começo por considerar o desenvolvimento em três colunas, a saber:
Na primeira coluna figuram os cálculos auxiliares;
Na segunda coluna figuram as partes inteiras do número dado, e dos eventuais restos.
Na terceira coluna figuram as partes decimais dos anteriores, e também o valor final da raiz quadrada, este na segunda linha.
De duas em duas linhas, será traçada uma linha horizontal para separar o desenvolvimento de cada um dos dígitos do resultado obtido.

Começo então por colocar na segunda e terceira colunas, o número de que pretendo extrair a raiz quadrada, assim:

.. | 1.52|27.6
.. | ... 1 |1

O número inicial é 152,276 portanto coloquei a parte inteira na segunda coluna, e a parte decimal na terceira.
Depois de colocar o número, distribui-se o separador . de modo a marcar o número de dois em dois dígitos, a contar a partir do separador decimal - a vírgula na nossa notação, a qual neste algoritmo é representada pelo segundo traço vertical.
Esta separação de dois em dois dígitos resulta do facto da centena ser o quadrado da dezena, e na realidade cada uma das etapas consiste em obter o dígito do resultado que corresponde a cada um dos pares de dígitos do valor dado.
O "1" que coloquei na terceira coluna da segunda linha corresponde já à zaíz inteira do "1" que foi separado do 152, e é já o primeiro dígito do resultado, que ficará colocado neste mesmo local.
E o "1" que coloquei na segunda coluna da segunda linha corresponde ao quadrado perfeito do "1" que ficou na terceira coluna.
Uma vez calculado o primeiro dígito do resultado, traçamos o primeiro separador horizontal e passamos à parte repetitiva do desenvolvimento.

.... | .. 1.52|27.6
.... | ...... 1 |1
---------------
20| .. 0 52|
22| ..... 44|

Começamos por subtrair os valores da segunda coluna, para obter o zero; a este acrescenta-se o 52 que é o segundo grupo de dois algarismos em que se dividiu o número inicial.
O 20 foi obtido fazendo o dobro do resultado parcial que figura actualmente na segunda linha da terceira coluna (=1) e acrescentando-lhe um zero.
O 22 que foi colocado abaixo do anterior resulta de substituir o zero do 20 por um outro inteiro, de tal modo que multiplicando este resultado pelo mesmo 2, há-de dar um produto que não seja superior ao 52.
E o 44 corresponde ao produto final do 22 pelo mesmo algarismo 2 que se substituiu no 20.
O algarismo a acrescentar ao 1 que figura no nosso resultado parcial, é portanto o 2 que converte o "1" em "12", completanto a segunda etapa do processo:

.... | .. 1.52|27.6
.... | ...... 1 |1
---------------
20| .. 0 52|
22| ..... 44|
---------------
24|0 .... 08|27
24|3 ...... 7|29

O 240 corresponde ao dobro de 12, que é o resultado parcial actual, acrescentando-lhe um zero.
O 827 vem da subtracção indicada acima, acrescentando-lhe os dois dígitos seguintes do número dado inicialmente, na primeira linha.
O 243 é aquele número que é adaptado do 240, de tal modo que, multiplicado pelo mesmo 3, não será superior ao 827.
E o 729 é o triplo do 243, que confirma o algarismo "3" como terceiro dígito do resultado, a acrescentar ao "12", depois de lhe colocar a vírgula decimal uma vez que o 27 que se baixou para o obter já figura na terceira coluna.

.... | .. 1.52|27.6
.... | ...... 1 |1
---------------
20| .. 0 52|
22| ..... 44|
---------------
24|0 .... 08|27
24|3 ...... 7|29
---------------
24|60 .... 0|9860
24|64 ...... |9856
---------------
... | ........ 0|0004

Dispensando-me aqui de repetir a descrição desta última etapa, mostro apenas que o último resto, igual a 0,0004 significa que o quadrado de 12,34 corresponde a 4 décimas milésimas a menos do que 152,276, ou seja 12,34 x 12,34 + 0,0004 = 152,276.

A colocação dos algarismos entre a primeira e a segunda colunas, é feita de tal maneira que os algarismos trespassam o traço vertical, em correspondência com o que acontece nos restos que se distribuem entre a segunda e a terceira colunas. No caso deste exemplo, isso aconteceu a seguir à linha que contém o 22 e o 44.

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segunda-feira, fevereiro 08, 2010

9/11 - Demoliçao controlada

Torres gémeas



A associação Architects and Engineers for the 9/11 Truth definiu dez sinais distintivos de uma demolição programada:
  1. Activação repentina da destruição na base do edifício
  2. Colapso vertical de todo o edifício sobre os alicerces
  3. Explosões faseadas retiram o apoio das vigas
  4. Queda livre no trajecto de máxima resistência
  5. Fraccionamento das vigas de aço em pedaços prontos para o transporte
  6. Afectação mínima dos edifícios vizinhos
  7. Estampidos e clarões de explosões
  8. Nuvens enormes de cimento pulverizado
  9. Foguetes: jactos de cargas explosivas visíveis nos andares superiores
  10. Presença quimicamente comprovável de cargas de corte

Todos estes sinais estão presentes na queda das torres 1, 2 e 7 (esta última não foi atingida por qualquer avião).
O relatório oficial sobre os acontecimentos de 11 de Setembro de 2001, pelos numerosos factos omitidos, foi incapaz de eliminar as dúvidas junto dos familiares das vítimas e das pessoas que assistiram directamente aos acontecimentos ou mesmo através da televisão. Dando voz aos anseios de todas essas pessoas, a Architects and Engineers for the 9/11 Truth solicitou uma investigação independente para levar os responsáveis a tribunal.
Richard Gage, o fundador da Architects and Engineers for the 9/11 Truth, que já conta com mais de mil especialistas na área da construção civil, propõe:
- Em primeiro lugar, façamos emergir todos os factos tecnicamente comprováveis, deixando de lado as questões de conspiração ou de outra natureza.

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quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Mário Crespo - O Fim da Linha

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento.



O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.

Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.

Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o.

Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos.

Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.

Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.

Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009.

O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu.

O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”.

O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”.

Foi-se o “problema” que era o Director do Público.

Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu.

Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

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segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Desenvolvimento Angolano

A barragem hidroeléctrica do Ngove, situada a 120 quilómetros a sul da cidade do Huambo, começa a produzir energia eléctrica a partir de Fevereiro de 2011, revelou, na quinta-feira, à Angop, o director-geral do Gabinete de Aproveitamento Hidrográfica da Bacia do Cunene.
Gomes da Silva disse que a reabilitação da barragem “está bastante avançada” e que depois de concluída vai permitir a entrada em funcionamento de uma turbina de 20 megawatts para, quatro meses depois, arrancarão outras duas com igual capacidade, totalizando 60 megawatts.
Gomes da Silva afirmou que os ensaios da primeira turbina - que vai produzir, numa primeira fase, electricidade apenas paras as cidades do Huambo e do Kuito - estão previstos para Dezembro, prolongando-se até Janeiro.
A obra, orçada em 150 milhões de dólares, consiste na recuperação do corpo da barragem e na montagem de uma central eléctrica.
A empreitada inclui a reabilitação e construção de casas para os operadores da barragem e a reabilitação de um aeródromo, com uma pista de 1.060 metros, aéreas para bombeiros e de abastecimento de combustível.
O director-geral do Gabinete de Aproveitamento Hidrográfico da Bacia do Cunene revelou que a barragem do Ngove, além de produzir energia eléctrica, vai continuar como reguladora de cauda da barragem do Ruacaná, na Matala, província da Huíla.
O director provincial de Energia e Águas no Huambo, Elias Adolfo, referiu que a entrada em funcionamento da barragem “é um grande ganho para as populações da região e do sector industrial, em particular”.
Elias Adolfo frisou que, a par da reabilitação da barragem do Ngove, está em curso a montagem de linha de transporte de electricidade da subestação do Belém do Huambo para a cidade do Kuito.

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Orgulho de ser Angolano.

O Presidente da Comissão da União Africana (CUA), o gabonês Jean Ping, manifestou ontem, em Addis Abeba, a sua satisfação pela forma brilhante como o Governo angolano organizou a Taça de Africa das Nações em Futebol, CAN Orange Angola’ 2010.
Jean Ping, que discursava na cerimónia inaugural da XIV Cimeira Ordinária da União Africana, assegurou que o êxito obtido por Angola vai repetir-se no Campeonato do Mundo de Futebol, a ter lugar em Junho próximo, na África do Sul, e condenou o ataque bárbaro perpetrado pela FLEC em Cabinda contra a selecção nacional do Togo.
O presidente da Comissão da União Africana qualificou de injustificável, e aproveitou também a ocasião para endereçar as suas condolências “aos irmãos e irmãs do Haiti, afectados pela catástrofe do sismo, a 12 de Janeiro de 2010”.
“Não esqueceremos com triste emoção o ataque injustificável perpetrado contra o autocarro que transportava a equipa nacional do Togo, que causou a morte de duas pessoas, inclinando-nos em sua memória”, disse.
O Presidente da Comissão da União Africana também se manifestou satisfeito com a evolução da situação na Guiné-Bissau, depois das eleições presidenciais ganhas por Malam Bacai Sanha, ausente da cimeira por razões de saúde.
Na presença do Chefe de Estado do Sudão, Jean Ping disse que a situação no Darfur continua grave, devendo um relatório sobre o assunto ser entregue pelo antigo Presidente da África do Sul Thabo Mbeki aos Chefes de Estado e de Governo africanos.
Ontem, mais de 30 Chefes de Estado e de Governo da UA, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente em exercício da União Europeia, Jose Luiz Zapatero, participaram no acto oficial do içar da nova bandeira da UA, cerimónia que contou com a presença do Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos.
Representando o Presidente da Republica, José Eduardo dos Santos, na XIV Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, Fernando da ­Piedade manteve, pouco depois do içar da bandeira, encontros com os Presidentes de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes, do Gabão, Ali Bongo Ondimba, e da Tanzânia, Jakaya Kikwete.
Ainda à margem da cimeira, o Presidente da Assembleia Nacional, que regressa hoje ao país, reuniu-se com o vice-Presidente do Ghana, a quem fez a entrega de uma mensagem do Presidente José Eduardo dos Santos para o seu homólogo John Atta Mills.
Fernando da Piedade participou também na eleição consensual do candidato da SADC para a presidência rotativa da UA, que o líder líbio, Muammar Al Kadhafi, queria continuar a exercer por mais um mandato, para supostamente concluir o seu projecto de construção dos Estados Unidos de África. O líder líbio abandonou ontem mesmo os trabalhos da cimeira, regressando ao seu país.
O secretário executivo da SADC, Tomás Salomão, manifestou-se satisfeito com a eleição consensual do candidato da comunidade, tendo desdramatizado a posição dos representantes dos Estados do Magrebe que defendiam mais um mandato para Kadhafi.
Durante a sua intervenção, o Secretario Geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou a realização de uma conferência sobre as metas de desenvolvimento do milénio, em Setembro próximo, em Nova Iorque, durante a qual as questões das tecnologias de informação e comunicação, do clima, da agricultura e a actual crise económica e financeira serão abordadas em profundidade.
O Zimbabwe foi eleito sábado membro do Conselho de Paz e Segurança (CPS) da UA em representação da África Austral. O Comité Executivo dos Ministros dos Negócios Estrangeiros elegeu igualmente dez membros do Conselho de Segurança para um mandato de dois anos. Trata-se do Djibuti, do Rwanda, da Mauritânia, da Nigéria, da Namíbia, da África do Sul, do Benin, da Côte d’Ivoire, do Mali e do Tchad.
A Mauritânia foi readmitida no seio da UA depois duma breve suspensão na sequência do golpe de Estado militar de Agosto de 2008, sanado com a realização de eleições gerais.

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