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segunda-feira, maio 17, 2010

«BRUTOS» AUTOMÓVEIS.... Na banda !

«BRUTOS» AUTOMÓVEIS
Frequentes vezes nos têm sido posta a seguinte questão: «donde vêm tantos «brutos» automóveis que circulam na cidade de Luanda? Vêem-se hoje mais automóveis luxuosos do que nos tempo do colonos». Há um certo exagero nestas perguntas mas a verdade é que temos visto, nos últimos meses, cada «bruto» automóvel que nos obriga realmente a perguntar donde vêm. Automóveis compridões, de diversas marcas, tipo americano, Mercedes, Volvo, Opel, Alfa Romeus, BMW, novinhos em folha, circulam, em grande número, pela cidade de Luanda. Vemos na baixa, vemos nos musseques! Correm rumores de que a maior parte desses «brutos» automóveis, novinhos em folha, são ofertas de países amigos ao Governo da R.P.Angola.. Sobre isto o povo só foi informado oficialmente da oferta de cerca de 20 automóveis «Volvo», feita pelo Governo da República da Nigéria. Rumoreja-se ainda que os «brutos» automóveis, novinhos em folha, são uma necessidade no momento actual dado o grande número de viaturas que os retornados carregaram consigo, daí a aquisição em grande quantidade, muitas das quais vindas de avião. De qualquer forma, oferta ou não, necessidade ou não, o povo interroga-se quando vê passar os «espadalhões», tanto oficiais como privados (porque também vêem-se muitos «brutos» automóveis privados). É que faz lembrar outras eras, embora tenha mudado a cor dos utentes, em que os capitalistas colonialistas preocupavam-se mais com a exibição dos mais luxuosos automóveis do que as viaturas para a recolha de montões de lixo que pejavam (e pejam ainda) os nossos sujos musseques. Supomos não tardar, por parte do Governo, a disciplina na aquisição de automóveis, preferindo-se o utilitário e económico ao espampanante. Parece mentira mas, proporcionalmente, temos visto mais «brutos» auto-móveis em Luanda do que vimos na cidade de Berlim, capital da R.D.A.

II. ELITES Já se ouve aqui e além, em Luanda como em algumas cidades e vilas do interior que temos visitado, que este ou aquele fulano é da elite. Mas o que é a elite? Num livrito encontramos a seguinte definição: «A elite compreende as pessoas e os grupos que, graças ao poder que detêm ou à influência que exercem, contribuem para a acção histórica duma colectividade, seja pelas decisões tomadas, seja pelas ideias, sentimentos ou emoções que exprimem ou simbolizam». Autoridade (poder) e influência, caracterizam as elites numa sociedade. Definição correcta, sem dúvidas. O elitismo é uma realidade nesta nossa sociedade, ainda há bem pouco tempo colonizada. Hoje como no passado, certos nomes significam autoridade, significam influência, significam atenções especiais, significam facilidades, porque são membros de determinadas famílias (a maioria das quais «boas» famílias africanas da era colonial), verdadeiras elites na nossa sociedade. Involuntária e inconscientemente, essas elites gozam de privilégios que o peso do nome das famílias representa. Isto é palpável em todos os sectores de actividade da nossa sociedade, políticos ou não. As elites estão em evidência, em todos os lugares de autoridade e influência! Nesta fase inicial da nossa existência como país, é natural o surgimento de novas elites em substituição das antigas, as coloniais. E também é natural que a elite formada pelas «boas famílias» africanas da era colonial continue com a sua ascensão na nova sociedade. Compreende-se tudo isto. Porém, é necessário impedir que essas elites se tornem dominantes, quer dizer, é necessário impedir que os laços de amizade, laços de parentesco, laços de casamento, as trocas de favores, apoiem e reforcem a comunidade de interesses entre as elites. Só um facto nos preocupa: que as elites venham a transformar-se em autêntica classe dominante! Daria maka com certeza!

1 Comentários:

At 13:02, Blogger Olinda disse...

deixo aqui este link

http://www.angolaxyami.com/Opiniao/Bob-Geldof-o-Desenvolvimento-Sustentavel-e-a-Economia-Angolana-Jofre-Justino.html

 

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